Os consumidores cariocas estão pagando mais por menos chope. Foi o que apontou uma pesquisa feita em 30 bares do Rio de Janeiro, pela Associação de Defesa do Consumidor Proteste. De acordo com o estudo, nem sempre o volume da bebida no copo é o mesmo indicado no cardápio.
A pesquisa cita que o colarinho – parte branca da bebida – apesar de essencial para não deixar o produto amargar, não está sendo servido no volume adequado.
O ideal para medir a quantidade correta seria adotar padrões usados em países como Alemanha, Bélgica e Inglaterra, onde os copos possuem uma marcação distante da borda, mostrando até onde o líquido deve chegar, segundo a Proteste.
A partir daí, sobra espaço para o colarinho, que pode ser muito ou pouco, dependendo do gosto do freguês. Apenas um bar entre os visitados atende a essa demanda, informou a entidade.
No Reza Forte, a marca no copo indica que ele tem que ser preenchido com líquido até os 300 ml, quantidade estipulada no cardápio. A espuma é servida acima desse limite.
Para o chamado garotinho, o maior contraste observado foi no Café e Bar Hipódromo, de acordo com a Proteste. Em vez dos 216 ml prometidos, foram servidos 144, o que significa 33% a menos de bebida.
Na Pizzaria Guanabara, a caldereta teria que conter 400 ml. Contudo, foram entregues 295 ml – 26% a menos de chope. Quanto aos canecões, no Revolution Pub faltaram 100 ml para que fossem alcançados os 530 do cardápio, segundo a Proteste.