Ele chega ao SBT uma hora antes de gravar o “Programa do Ratinho”, troca de roupa, recepciona os convidados no camarim e, dez minutos antes de entrar ao vivo, recebe o iG para um bate-papo. A conversa, apesar de ser realizada em pé e minutos antes da atração começar, é tranquila e sem pressa.
Ratinho se mostra tão confortável como quando está no ar no SBT. Quem assiste, não imagina os bastidores, cheios de pressa e de gente. A união de banda, convidados, plateia, produção, personagens fixos e visitantes causa um forte burburinho no estúdio, antes e durante a atração. Mas o apresentador leva com muita tranquilidade, o que, além de profissionalismo e anos de experiência, também é reflexo de sua nova fase.
“ Não gosto de viajar, não ligo para carro. Na verdade eu gosto de tocar minhas coisas, mas sem uma coisa específica. Eu gosto da minha vida bem simples como ela é".
Quem não se lembra daquele Ratinho nervoso, indignado com os crimes nacionais, em seus programas policiais? Da época, Carlos Massa não sente saudade. “Não quero mais. Acho que já passou. Depois que virei avô, resolvi que a vida tem que ser mais calma. E ela tem sido mais calma realmente”, afirmou o apresentador, que nem mesmo na hora de fazer as fotos, conseguiu fazer cara de mau. “Não sou mais nervoso”, brincou durante os cliques.
Pouco depois, ele já estava no palco no comando do “Boteco do Ratinho”, que acontece toda quarta-feira. Questionado se é botequeiro, afirma que já foi bem mais. “Hoje não sou tanto, mas gosto muito de boteco. Acho que faz parte da cultura brasileira”.
Apresentador mais bem pago
Recentemente, foi divulgado que Ratinho seria o apresentador mais bem pago do Brasil, faturando R$ 10 milhões mensais, entre salários, merchandising e investimentos em empresas próprias.
“Eu queria saber primeiro onde arrumaram esses números. Nem eu sei deles, não são números reais. Tenho algumas empresas que faturam bem, mas nem todo faturamento é lucro. Se você fatura, você tem que pagar”, explicou Ratinho, que costuma reinvestir o lucro em suas próprias empresas. “Pego empresas pequenas e tento fazê-las ficarem grandes. Algumas eu acerto, outras eu erro”.
De luxo mesmo, nada na lista. “Não tenho. Não sou ligado. Não gosto de viajar, não ligo para carro. Na verdade eu gosto de tocar minhas coisas, mas sem uma coisa específica. Gosto da minha vida bem simples como ela é. Bem simplesinha”.
Apesar de poder se manter sem precisar do salário da TV, Ratinho ainda tem metas na televisão brasileira. E elas são ali do outro lado, no oposto das lentes da câmera. “Quero ainda, criar alguma coisa para a televisão. Ser um grande produtor executivo de novela, siticom, essas séries americanas. Queria ser um criador daquilo lá. Acho que o Brasil tem espaço”, afirmou ele, que ainda citou a série “Pé na Cova”, da Globo, como o melhor programa da atualidade no Brasil. “Acho que podemos fazer esse tipo de humor, e eu quero ser um produtor executivo disso. Ainda vou chegar lá”.
Fonte:
IG
Publicado em 30 de Julho de 2014, às 11:43