Jovem de 23 anos reagiu à prisão e disparou ameaça contra os policiais
Na tarde de ontem, após uma mulher de 60 anos ligar na Central de Operações, uma guarnição da Polícia Militar compareceu à casa dela, registrou uma ocorrência inusitada e prendeu um rapaz de 23 anos, acusado de “invadir” o imóvel, cujo endereço não foi informado.
Segundo a moradora, ela ocupa o primeiro piso da residência, que tem um pavimento superior que, no momento, está desabitado. A idosa contou aos militares que há cerca de 15 dias vinha escutando barulhos vindos do segundo andar do imóvel.
Nos dias seguintes, ela disse que começou a perceber que as comidas colocadas em sua geladeira estavam “sumindo”. Ao dialogar com as outras pessoas que também residem no local, nenhuma delas sabia informar sobre os alimentos que estavam faltando.
Ontem, após perceber o desaparecimento de uma quantidade maior de alimentos e também não localizar uma vasilha do tipo tupperware usada para guardar alguns deles, a mulher escutou novamente o barulho vindo do andar superior.
Ao subir as escadas, a denunciante localizou um par de chinelos velhos, que não pertenciam a nenhum morador da casa. Ao entrar nos outros cômodos do sobrado, a idosa encontrou um desconhecido dormindo em um dos banheiros.
A moradora desceu e acionou a PM, que ao chegar, encontrou o desconhecido dentro de uma banheira desativada. Ao lado dele, na vasilha que tinha sumido, estavam vários alimentos, como pães, bolos e outros, pois ele havia se alimentado anteriormente.
Ao ser orientado pelos militares a colocar as mãos na cabeça para ser revistado, o invasor reagiu furiosamente, argumentando que não seria preso novamente e que ninguém colocaria as mãos nele, alegando não ter “feito nada”.
Após reagir quando estava sendo algemado, o jovem transtornado passou a dirigir ameaças aos policiais, dizendo que quando saísse da delegacia, para onde foi levado, eles “iriam saber quem eu sou de verdade, eu vou achar vocês, vou acertar as contas com vocês”. Também disparou que tinha participado da operação “cova rasa”, e que os componentes da guarnição iriam ser os próximos.
Ao ser questionado sobre sua presença no local, o acusado contou que há vários dias vem pernoitando no sobrado. Também informou não ter qualquer conhecimento ou vínculo com os moradores, revelando que ao anoitecer, ele pulava o muro externo e subia para o piso superior. Durante a madrugada, quando os moradores já estavam dormindo, ele descia as escadas sorrateiramente e abria a geladeira para pegar alimentos diversos e levar ao local onde ele estava se permanecendo.
Autor:
Da redação
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Publicado em 06 de Março de 2026, às 15:35