A época dos aguaceiros começou e, com ela, as reclamações dos vilhenenses quanto à queima de aparelhos eletroeletrônicos por raios e quedas do sistema de energia elétrica. Além dos 56 pedidos de ressarcimento feitos à Ceron (Centrais Elétricas de Rondônia) este ano, um número de moradores maior que este procura técnicos em informática para salvar seus equipamentos. A Ceron, no entanto, diz que está isenta da responsabilidade de aterrar de forma adequada toda a rede elétrica de Vilhena.
Atingidas mais frequentemente por descargas atmosféricas, as extremidades e terminações da rede elétrica de baixa tensão, localizadas em bairros afastados, são campeãs na quantidade de aparelhos queimados na cidade. Até mesmo o setor de chácaras sofre com a sobretensão [excesso de voltagem] ocasionado pelos raios. Há cerca de 20 dias, a maior rádio da cidade, construída no setor chacareiro, amargou perdas de R$ 15 mil devido às descargas elétricas.
O diretor da emissora, Carlos Godinho, relembra que, entre os equipamentos perdidos, estavam uma mesa de som, central telefônica, quatro computadores, três no-breaks, entre outros dispositivos de áudio. “Só a mesa, que era novinha, custou R$ 10 mil. Fizemos o pedido de ressarcimento à Ceron para reaver o que perdemos. Porém, o representante da instituição disse que a empresa não foi culpada. Por isso, vamos recorrer. Fizemos o mesmo com a Brasil Telecom, mas ainda não obtivemos reposta desta”, explica.
Para o técnico em informática Evandro Saccani (FOTO), a altitude da cidade e o solo arenoso contribuem para a distribuição da energia dos raios na rede elétrica. De acordo com o técnico, é praticamente impossível fazer um aterramento confiável em Vilhena, visto que o solo arenoso é seco e, dessa forma, possui uma resistividade muito alta, ou seja, a eletricidade tem dificuldade de se dissipar na terra.
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