O repórter radiofônico Juarez Soares está levantando um assunto que ainda vai dar muito o que falar em Vilhena. Em suas participações ao vivo no programa “Jornal Onda Sul”, transmitido pela Onda Sul FM, o comunicador vem apresentando uma série de denúncias em relação à ocupação de casas populares na cidade.
Entre os absurdos denunciados pelo radialista está o aluguel das moradias para pessoas de baixa renda, o que é proibido pelo próprio programa habitacional do governo federal. Segundo as investigações do repórter, moradores que foram contemplados para habitar o imóvel estão locando as residências para terceiros. Além disso, conforme Juarez,há indícios de que os critérios usados para a escolha dos beneficiados pelas “casinhas” é totalmente injusto. “Tem até taxista morando lá, enquanto existem pessoas muito mais carentes desassistidas na cidade”.
Em reportagem recente, Soares descobriu o caso de uma jovem empregada doméstica que, por um erro da Secretaria de Assistência Social (Semas), estaria sendo assistida por uma psicóloga para superar o trauma de não ter onde morar.
Leia abaixo o texto produzido pelo radialista e publicado no site da rádio Onda Sul FM:
ALEGRIA QUE DUROU POUCO
Segunda a SEMAS, as outras pessoas teriam normalizado a situação anterior, o que deixou Luciana desesperada e humilhada, caindo aos prantos por ver seu sonho se tornar pesadelo, sendo inclusive orientada a procurar uma psicóloga, pelo fato de ficar muito abalada
A história da dona de casa e mãe Luciana Pereira Pinto parece uma piada de muito mau gosto. Depois de se inscrever no programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, nas 200 ultimas casas que foram entregues em Vilhena, ela ficou no quadro de reservas.
Com as denúncias de que alguns beneficiados teriam usado de má fé pra conseguir as casas, ressurgiu a esperança novamente. Segundo Luciana, na sexta feira passada, teria recebido uma ligação da SEMAS, dizendo que ela teria sido contemplada com uma dessas casas e que procurasse a secretaria na segunda-feira. Ela disse que foi orientada a ir até a caixa econômica federal e fazer um deposito no valor de R$ 267,60, como o sistema da Caixa ficou fora do ar, ela não consegui fazer o pagamento. Já na quarta feira, ela foi novamente chamada até a SEMAS, dessa vez para receber um pedido de desculpas, porque ela não receberia mais sua casa. Segunda a SEMAS, as outras pessoas teriam normalizado a situação anterior, o que deixou Luciana desesperada e humilhada, caindo aos prantos por ver seu sonho se tornar pesadelo, sendo inclusive orientada a procurar uma psicóloga, pelo fato de ficar muito abalada.
Nosso departamento de jornalismo estará procurando a SEMAS para ouvir a sua versão também.