Por volta de 9h da manhã desta segunda-feira (25), a Polícia Civil de Vilhena foi informada da morte de Erasmo José da Silva, que aparenta ter entre 60 e 70 anos. A imprecisão da idade de Erasmo também se estende ao nome, visto que ele não possuía nenhum documento que comprove a data de seu naescimento. O comunicado à polícia de sua morte foi feito pelo caseiro Luiz Antonio Justo, de 55 anos, com quem Erasmo morava no Sitio Águas Claras, que fica na linha 135 do Projeto Corumbiara, na zona rural de Vilhena.

 

Luiz relatou que na noite anterior Erasmo havia ingerido bebida alcoólica no sitio vizinho e que, ao chegar em casa, acabou caindo na área dos fundos da residência e batendo a cabeça num banco de madeira. O caseiro disse que, apesar do colega estar ferido, deixou que ele dormisse ali mesmo na área.

Na manhã de hoje, por volta de 5h30, quando Luiz levantou-se e foi até onde estava Erasmo, percebeu que ele havia se virado, mas já não tinha mais sinais vitais.

 

Os peritos estiveram no local e não notaram sinais de luta e o único ferimento encontrado na vitima indicava que sua morte teria sido causada pela queda. No chão, próximo ao banco que o idoso batera a cabeça havia marcas de sangue.

 

Segundo informações da perícia, a causa da morte pode ter sido asfixia, causada pelo próprio sangue da vítima, tendo em vista a posição em que o corpo estava (de barriga para cima) e levando em consideração que a queda provocou sangramento nasal. Como agravante, o estado de embriaguez que a vitima estava no momento da pancada.

 

Erasmo, além de não ter documentos, segundo o caseiro Luiz, também não tem nenhum parente em Vilhena. De acordo com Luiz, o braçal seria do estado de Alagoas, mas não soube precisar de qual a cidade.

 

No final da manhã, o caseiro estava indo ter com os patrões para ver que providencias seriam tomadas. Por volta de meio dia, o corpo, embora liberado pela perícia, ainda não havia sido retirado do local.