Mais de 120 chefes de Estado e de governo participarão nesta terça-feira (23), em Nova York, de uma cúpula das Nações Unidas que busca dar um novo impulso às negociações internacionais para limitar o aquecimento global, antes da conferência crucial de Paris, em 2015.
Está previsto que nesta reunião anúncios de compromissos que facilitarão finalmente a obtenção de um acordo concreto na conferência de 2015, algo que não aconteceu em Copenhague-2009.
Segundo a ONU, trata-se da maior concentração de líderes já realizada sobre este tema. "É preciso agir urgentemente: quanto mais esperarmos, mais pagaremos em vidas humanas e em dinheiro perdido", considera o secretário-geral, Ban Ki-moon.
O objetivo das negociações é limitar o aquecimento global a dois graus Celsius com relação à era pré-industrial.
No entanto, muitos cientistas afirmam que, diante dos níveis de emissões de gases de efeito estufa, as temperaturas terão aumentado ao fim do século XXI em mais de quatro graus em relação à era pré-industrial.
Caso seja alcançado um acordo em Paris, ele entrará em vigor até 2020.
"Nova York é uma oportunidade única para medir a vontade de uns e outros de agir", explicou a responsável em clima da ONU, Christiana Figueres.
Figueres não espera que muitos países coloquem sobre a mesa compromissos com números, mas ressalta que todos os atores importantes estarão presentes: governos, municípios, empresas, companhias financeiras e ONGs.
A atenção se concentrará nos grandes países emergentes, em primeiro lugar China e Índia, que são, junto com os Estados Unidos, os maiores emissores de gases de efeito estufa.
Pequim e Nova Délhi resistem em reduzir suas emissões porque não querem desacelerar seu crescimento, e insistem para que as nações mais industrializadas paguem a maior parte da conta.
Enquanto o presidente americano, Barack Obama, confirmou sua presença em Nova York, a China enviará apenas um vice-primeiro-ministro, Zhang Gaoli, e a Índia seu ministro da Ecologia.