Na manhã de hoje, o técnico em manutenções Clério Viana Silva de Oliveira, de 32 anos, teve que recorrer à justiça para embarcar a mulher e o filho de 2 anos para Cuiabá (MT) num voo da empresa aérea Trip, a única que opera na cidade. O menino, que sofre uma um problema congênito no sangue, só subiu a bordo da aeronave porque a promotora da Infância e Juventude, Iara Travalon, conseguiu um Mandado de Segurança e chegou ao aeroporto levando o documento, acompanhada por policiais.

Em entrevista ao FOLHA DO SUL ON LINE, Clério disse que havia marcado a passagem do garoto e da esposa na terça-feira da semana passada, para que o filho viajasse ontem (segunda, 02 de janeiro). Acontece que nenhum dos vôos da Trip desceu na cidade nesta data. “O pessoal da empresa ficou me enrolando e deu tudo quanto foi desculpa”, revela o pai do menino, acrescentando que acabou concordando em adiar o embarque para hoje.

Mas, ao chegar ao aeroporto para fazer o “check in” nesta terça-feira, Clério foi informado de que não havia mais vagas no avião. Por precaução, havia se antecipado, o que lhe deu tempo para recorrer ao Procon e, dali, ser encaminhado para o Ministério Público, que pediu (e obteve) a ordem judicial para o embarque.

Oliveira disse que o episódio lhe deixou completamente estressado, mas mesmo assim dá graças a Deus por ter conseguido evitar o pior: “O problema do meu filho é sério. Ele precisa fazer transfusão de sangue todo mês em Cuiabá, já que aqui não existe tratamento para o seu problema”, disse, elogiando a atuação da promotora que acompanhou o caso.