“Bandeira de luta” das mais eficientes para ganhar votos na eleição passada, a construção de um novo presídio em Vilhena está entre as últimas prioridades do Governo do Estado

 

Mesmo já existindo um grande terreno, doado formalmente com esta finalidade, dificilmente a penitenciária de Vilhena, “lançada” às vésperas da eleição passada, vai sair do papel antes de 2012.

 

Ao tratar do assunto, no blog que mantém na Internet, o governador Confúcio Moura assim se expressou, esta semana: “(...) não quero ser governador de masmorras medievais. De porões de navios negreiros. Não foram palavras vãs, ditas ao vento, para impressionar o eleitor. (...)”.

 

Acontece que não existe a menor possibilidade de mudarem de endereço os quase 300 homens amontoados nas “masmorras medievais” da avenida Capitão Castro ainda este ano. As prioridades do governo estadual apontam para várias direções, menos para o Cone Sul.

 

Ariquemes vai ganhar 470 vagas, Porto Velho outras 470. Em Ji-Paraná, começa ainda este ano a construção da Casa do Egresso, para abrigar ex-apenados. Medidas paliativas, como a construção de celas, também foram tomadas em Guajará-Mirim (6), Ariquemes (5), Nova Mamoré (1) e São Miguel (3, femininas).

 

Saiba o que sobrou para Vilhena em matéria exclusiva do repórter especial Carlos Macena na edição impressa da FOLHA DO SUL que circula neste sábado.