Pertences de educadora desapareceram após ônibus apresentar problemas mecânicos
Na manhã de ontem, a professora Kátia Souza Correa da Costa, que atua na rede estadual de educação na cidade de Cerejeiras, registrou queixa na polícia, em Ji-Paraná contra a empresa Eucatur, após ter uma bolsa e uma mochila com um notebook e documentos furtados durante uma viagem que havia começado em Porto Velho na sexta-feira, 12.
A educadora conta que, durante o trajeto até Ouro Preto do Oeste, o ônibus parou duas vezes por problemas mecânicos. Em uma delas, o motorista conseguiu solucionar a situação. Em Ouro Preto, novamente com defeito, o veículo parou e Katia desceu para carregar o celular e avisar a família que sua chegada iria atrasar.
“Ao descer, deixei meus pertences no ônibus, pois não teria como pegar toda a bagagem de mão, porque não era meu pondo de parada; minha passagem era até Cerejeiras, ponto final do trecho”, conta a professora, acrescentando que os passageiros tiveram que fazer baldeação para outo coletivo da Eucatur.
Ao sentir falta da bolsa e da mochila na qual estava o notebook, a cerejeirense avisou o motorista sobre o sumiço, mas o ônibus já estava a caminho de Ji-Paraná, onde ela desceu e procurou um agente da empresa, que demorou para atendê-la porque estava sozinho.
A própria Kátia tentou ligar para a agência de Ouro Preto, que não atendia as chamadas. Após muita insistência, o funcionário de Ji-Paraná fez a ligação, mas nenhum dos pertences foi encontrado no ônibus. O agente disse que a responsabilidade pela bagagem era da própria passageira.
“Minha indignação foi pelo descaso da empresa, pois se a ela disponibilizasse ônibus com manutenção em dia, não seria necessário eu ter descido naquela localidade, o que evitaria o acontecido”, dispara a servidora estadual, lembrando que já era madrugada, e todos os passageiros estavam cansados da longa viagem.
“Retornei ao ônibus antes de descer definitivamente em Ji-Paraná, e nenhum passageiro relatou ter visto minha bolsa. Ou seja, ela foi furtada no interior do ônibus, enquanto desci. Em Ji-Paraná, solicitei ao agente que desmembrasse minha passagem, pois queria descer naquela cidade para resolver a questão. O agende mais uma vez falou que se eu descesse ali, não teria direito a reembolso do restante do trajeto”, revela a denunciante.
Mesmo assim, Kátia desceu e teve que comprar outra passagem para retornar para casa, em Cerejeiras, após resolver o caso. Na manhã de sábado, dia 13, ela foi até delegacia de polícia registrar a ocorrência, e agora tentará localizar o notebook, que pertence à Secretaria de Estado da Educação.
O site está à disposição da Eucatur e publicará a versão da empresa sobre o episódio assim que ela chegar à redação.
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Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 14 de Julho de 2024, às 10:18