Professora do campus da Unir em Cacoal, a bacharel em Direito Ana Clara Cabral disse, em entrevista ao site www.folhadosulonline.com.br estar revoltada com a frieza dos dois assassinos do acadêmico Dhiego Albares Passamani (FOTO), de 21 anos, ocorrido no dia 20 de abril.

O jovem foi esganado e teve o corpo atirado no rio Machado, na periferia de Cacoal, por Deogenes Alves de Oliveira Neto, de 22 anos e pelo menor K. L.M, de 17 anos. Ambos foram presos no dia 29.04 e confessaram o homicídio, alegando que a morte seria resultado de um acerto de contas. Os criminosos, que fugiram do local do homicídio levando a moto da vítima, disseram que Dhiego havia deixado de quitar uma dívida com eles. A polícia não divulgou a origem do suposto débito, o que tem dado margem a uma série de comentários ultrajantes sobre o jovem executado.

Ana Clara, que morou em Vilhena até 2003 e teve Dhiego como aluno, se mostrou indignada tanto com o meio cruel da execução quanto com a justificativa para a barbárie. “É um absurdo ultrajarem um rapaz como o Dhiego, que além de excelente aluno, era também um verdadeiro líder, que presidia o Diretório Acadêmico da Unir”, desabafou a educadora.

Diego residia na área rural de Ministro Andreazza e era acadêmico do 8º período do curso de Ciências Contábeis na Unir, em Cacoal. A vítima,  presidente do diretório acadêmico da instituição e era considerada um ótimo aluno. No ano de 2006 foi aprovado em 5º lugar a nível nacional e em 1º na Região Norte na Avaliação de Ensino Superior (Enade), realizada pelo MEC.