Nádia confirmou ter sido ameaçada de expulsão em evento público
A professora de dança Nádia Martins Reis, que se envolveu numa polêmica ontem, veio à redação do FOLHA DO SUL ON LINE na manhã desta sexta-feira, 11, para comentar os áudios dela enviados para um grupo do WhatsApp e “vazados” por uma pessoa que se diz “amiga”.
Antes da polêmica, Nádia havia denunciado no Facebook a perseguição contra ela durante um evento no Centro do Idoso, que era seu local de trabalho, antes de ser exonerada pelo prefeito interino, Adilson de Oliveira (PSDB). Após a acusação, os áudios foram usados para rebatê-la.
Na entrevista ao site, a educadora física começou confirmando que houve mesmo a tentativa de expulsá-la do evento. “Só permaneci no local porque os próprios idosos me cercaram e impediram que a equipe do atual prefeito me colocasse para fora. E tenho testemunhas disso”.
Nádia disse também que foi mal interpretada nas gravações, que teriam sido divulgadas como forma de prejudicá-la. Ela alega que, se tivesse más intenções, não postaria o conteúdo num grupo virtual. Também esclarece que suas falas foram colocadas fora de contexto, dando a entender que ela queria se vitimizar.
AMIGAS
A ex-servidora mostrou à reportagem as mensagens trocadas entre ela e sua substituta, a professora de zumba Catiane Machado. “Sou amiga dela e ajudei no que pude. Nunca quis atrapalhar e, quando ela me disse que seria nomeada, encorajei a aceitar o cargo, pois eu não iria ficar. Aliás, cheguei a receber proposta para permanecer e mudar de lado, mas não aceitei”.
TRANSTORNOS
A dançarina diz que, após a divulgação dos áudios, passou a ser alvo de ataques gratuitos e a ter seu caráter contestado, mas rebate: “Trabalho com pessoas, inclusive idosos e crianças, há 16 anos. Jamais dei motivos para alguém questionar a minha integridade moral. Isso tudo está sendo uma grande covardia, mas também uma lição para mim. Quem está por trás disso não quer outra coisa senão me difamar”.
MILITÂNCIA
A professora admitiu que sempre teve posição política, mas nega que use meios antiéticos para conquistar espaço. “Não dependo de cargo público, pois tenho o meu trabalho que me dá muito prazer. Sou respeitada e respeito todo mundo. Vou encerrar por aqui essa polêmica, pedindo desculpas às pessoas que foram envolvidas contra a minha vontade”.