O primeiro mês do Programa Mais Médicos teve  um total de 1618 profissionais - 1.096 brasileiros e 522 estrangeiros - inscritos. O número representa 10% da demanda dos munícipios. Os dados foram apresentados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (14) em Brasília.

 Segundo o secretário do Ministério da Saúde, Mozart Sales, do total de inscritos, 761 médicos vão para regiões de alta vulnerabilidade. Sales também informou que 68% dos participantes possuem registro profissional no Brasil, 58% são homens e 71%, formados nos últimos 10 anos.

Dos 522 médicos inscritos com registro fora do país, 164 deles são brasileiros formados em outros locais, como Espanha, Cuba, Argentina e Portugal. Destes, 56% irão para a periferia e 44% para regiões de alta vulnerabilidade. Estes médicos vieram de 32 países; 63% deles são homens e a maioria está no primeiro terço da carreira. Muitos dos médicos de fora do Brasil vieram de regiões de fronteira com outros países.

O programa irá atender 579 municípios e 18 distritos sanitários indígenas, representando 16% dos que fizeram inscrição. Destes, 52% estão em situação de extrema pobreza. Dos 3.511 municípios inscritos, 703 não foram selecionados por nenhum médico.

O Nordeste foi a região com maior contingente de vagas, com 547 médicos. No Centro-Oeste, 158 homologaram as inscrições. No Sudeste, houve 371 homologações e, no Sul, 103.

Os profissionais inscritos vão receber uma bolsa de R$ 10 mil reais. Segundo o edital, quem desistir nos primeiros meses do programa terá que reembolsar os valores. O mesmo vale para médicos que exercerem a profissão fora do SUS. No caso de estrangeiros, o profissional ainda terá seu visto cancelado em caso de desistência ou falta de adaptação ao programa.

O ministro da Saúde Alexandre Padilha frisou que o resultado desse primeiro mês de inscrições mostra que faltam médicos para atuar em regiões carentes do país. Novas inscrições serão abertas na próxima segunda-feira (19). Além disso, o ministério ainda estuda a realização de acordos de parceria com outros países para a vinda de mais médicos.