Um grupo de caminhoneiros, em protesto contra o aumento do óleo diesel e por melhorias no valor do frete, fechou nesta quinta-feira, 05, a BR-364, na altura do trevo com a BR-435 que dá acesso à cidade de Colorado do Oeste, a cerca de 12 km da área urbana de Vilhena.
A reportagem do FOLHA DO SUL ONLINE foi ao local por volta das 21 horas e conversou os motoristas, que garantiram que a paralisação continua até que eles tenham suas reinvindicações atendidas. A principal delas é o aumento da tabela do frete
Segundo Edilson Zanelatto, um dos líderes do movimento, há cinco anos, mesmo com os sucessivos reajustes do combustível e do aumento de outras despesas operacionais, o valor do frete é o mesmo.
Há tempos, empresários do setor vinham anunciando a redução de suas margens de lucro, motivadas também por estradas depreciadas, combustíveis caros, impostos altos, leis que exigem tempo limite de trabalho, gargalos no escoamento das cargas e falta de condições em todo o setor, que jogam para baixo todas as expectativas de faturamento dos empresários e trabalhadores autônomos do ramo.
“Na verdade o movimento envolve os caminhoneiros e o os empresários, porque o Diesel aumentou demais. O frete está muito defasado, então resolvemos parar, porque não tem mais condições de trabalhar”, desabafou.
Embora pacífico, o movimento tem sido firme para impedir o tráfego de caminhões graneleiros. Por enquanto, veículos menores e carretas transportando outros produtos estão sendo liberados. Mas eles também podem ser impedidos de circular.
Segundo Zanelatto, no outro extremo da cidade, na saída para o Mato Grosso, o bloqueio também está acontecendo. Ele garante que, ao serem abordados, os transportadores de grãos, alvo preferencial da manifestação até agora, tem demonstrado compreensão.
Conforme um outro caminhoneiro, entrevistado no local, mas que preferiu não se identificar,uma comissão foi formada e para negociar junto às grandes empresas que atual no segmento, como Maggi, Cargill e Bunge, o aumento do frete junto às empresas. E o resultado desta negociação é que vai definir se a mobilização para ou prossegue nos próximos dias.