Foi desmontado na tarde de ontem pelas polícias Fazendária e Civil de Vilhena um forte esquema de sonegação de impostos.
Estão presos na Delegacia de Polícia Civil da cidade os empresários Itamar Costa, proprietário do Posto Cavalo Branco e do TRR I. Costa, e Adroaldo Bester, da Transportadora Bester, e Romildo Valentino Lopes, assessor parlamentar do vereador vilhenense Vanderlei Graebin (PSC). Outra peça-chave do esquema era o Cabo PM Ivandel, que trabalhava na barreira fiscal do Portal da Amazônia.
Depois de obter de Ivandel um Termo de Liberação emitido pela Secretaria de Estado das Finanças (Sefin), que já havia sido utilizado por outro caminhão, Romildo o repassava para o motorista de cada caminhão-tanque da Bester.
O motorista apresentava o documento fiscal na barreira para o mesmo PM Ivandel e este, mediante o pagamento de suborno de R$ 250,00 por caminhão, permitia que o mesmo seguisse viagem.
Os caminhões eram sempre carregados de álcool carburante, adquirido em destilarias de outros Estados, e que trabalhavam para o TRR I. Costa, que funciona a menos de dois quilômetros do Posto Fiscal.
TRR é a sigla para Terminal Revendedor Retalhista, uma espécie de distribuidor atacadista de combustível, cujo proprietário era Itamar Costa, um dos beneficiários finais do esuqema, junto com Adroaldo Bester, da transportadora à qual os caminhões-tanque estavam ligados.
O esquema chegou a intermediar a passagem, sem o recolhimento do ICMS devido, de até cinco caminhões por dia, fato atestado inúmeras vezes nos 180 dias em que durou a investigação, que se valeu de observações de campo, captações ambientais (gravações) e interceptações telefônicas - tudo autorizado pela Justiça.
Durante esses seis meses, a sonegação de impostos pode ter chegado a mais de 1,5 milhão de reais, segundo um auditor-fiscal de carreira, que ocupa cargo de chefia na cúpula da Coordenaria Estadual de Arrecadação da Sefin em Porto Velho, ouvido pela reportagem do www.folhadosulonline.com.br logo após a entrevista coletiva concedida às 20h30 de sexta-feira pelos delegados Fábio Campos e Italo Osvaldo (AMBOS NA FOTO), que estiveram à frente da investigação desde o início.