Munido de uma pilha de documentos, o empresário José Carlos Dalanhol esteve agora de manhã na redação do FOLHA DO SUL ON LINE e revelou o tamanho da dívida do Vilhena Esporte Clube, time que dirige desde agosto de 2009. Gaúcho do Milho, como é conhecido o desportista, tem balanços contábeis e livros escriturados para demonstrar a legitimidade dos débitos.

Segundo os dados apresentados pelo “cartola”, o VEC deve, em valores atualizados, R$ 475.288,62 referentes aos anos de 2009, 2010 e 2011. Gaúcho diz que R$ 30 mil deste montante foram herdados da administração anterior do clube.

Dalanhol revela também que, no ano passado, o Vilhena disputou quatro campeonatos: Copa do Brasil, Série D do Brasileirão, Estadual Sub-18 e o profissional, quando sagrou-se campeão. Nesta multicompetição, o time gastou mais de R$ 600 mil, conforme o presidente.

Sobre os boatos de que deveria renunciar ao cargo, Gaúcho diz que não fará isso. E explica porquê: “Quando peguei o clube, sua situação era muito pior que hoje. Não havia sequer documentos revelando a movimentação financeira. Portanto, fiz o melhor para o Lobo do Cerrado e não há motivos para que eu seja obrigado a deixar o cargo. Eu seria covarde se fizesse isso”, reage.

Apesar da negativa quanto a renúncia, Gaúcho diz que se aparecer alguém disposto a honrar as dívidas deixadas, ele entrega o comando. O dirigente garante que o total que deixará para ser pago pelo sucessor chega a R$ 153 mil.

O restante da dívida, cerca de R$ 322 mil, foram investidos no time pelo próprio presidente. Dalanhol diz que retirou recursos de sua empresa para quitar compromissos do VEC. “Fui obrigado a vender dois dos meus caminhões para ajudar o time”, revela, acrescentando que, por causa disso, ficou sem crédito na cidade, já que seu nome foi incluído em cadastros de inadimplentes.

Sobre esse valor, que deveria receber, Gaúcho diz não fazer tanta questão do ressarcimento. Ele mostra documentos e até declarações do Imposto de Renda para demonstrar que fez mesmo os investimentos na entidade que comanda. “Claro que tenho direito de reaver o que investi, mas se a pessoa que assumir a presidência se negar a pagar, esse capital, que é importante para a minha empresa e a minha família, ficará como doação”, finaliza.

NOVA DIRETORIA – Exibindo uma ata registrada no dia 29 de março deste ano, o presidente do VEC mostra que a nova diretoria do time, eleita em Assembléia, tem mandato até 2012. Entre os que ficaram de fora da cúpula está o antigo vice-presidente José Natal Pimenta Jacob. Esta é a primeira vez, em 16 anos, que ele não integra a diretoria do Lobo do Cerrado, time que ajudou a fundar.