O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Socioeducadores, Técnicos Penitenciários e Agentes Administrativos Penitenciários de Rondônia (Singeperon), Anderson Pereira da Silva, visitou alguns municípios do Cone Sul nesta quinta-feira, 13, e disse em reunião no final da tarde, em frente aos portões da Casa de Detenção de Vilhena, que veio ao interior para falar aos servidores que a greve é legal e que o movimento, que já dura mais de 40 dias, tem que permanecer forte.

 

Em seu discurso para cerca de 40 servidores da Sejus em Vilhena, Anderson disse que quem marcou o prazo para início da greve foi o Governo. “Não fomos nós quem marcou a data para começarmos a greve, foi o governador  que se comprometeu a adotar o adicional de insalubridade para toda a categoria a partir do mês de abril de 2013, a enviar o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração a Assembleia também em abril, e não o fez”, afirma Anderson. 

 

Sobre a proposta apresentada pela Secretaria de Estado da Administração (SEAD), na segunda-feira, 10, o presidente disse que a proposta é uma afronta ao servidor. “Eles nos subestimam como se não soubéssemos de nossos direitos. A proposta é imoral e por isso a categoria não aceitou”, diz Anderson.

 

O presidente do Singeperon disse que a proposta de revisão salarial de 6% referente a 2014, com base na inflação de 2013, sendo 2% para outubro de 2014, mais 2% para novembro de 2014 e mais 2% para janeiro de 2015. “Como ele vai cumprir uma proposta dessas se essas datas coincidem com períodos eleitorais e é sabido por todos que nesses períodos não se pode aumentar salário. Só podem está de brincadeiras”, ironiza Anderson.

 

Em Vilhena, como determinou a justiça, apenas 30% do efetivo de agentes está paralisado, os outros 70% trabalham normalmente.