Em entrevista ao FOLHA DO SUL ON LINE, concedida esta semana, o secretário de Fazenda de Vilhena, Severino Miguel Júnior (FOTO), confirmou que cerca de 30 obras serão interrompidas na cidade, para que o município consiga fechar as contas neste fim de ano e do primeiro mandato do prefeito Zé Rover (PP), reeleito para mais quatro anos.
Segundo detalhou o secretário, o rombo nas contas municipais passa de R$ 5,6 milhões. Júnior explicou que mais de R$ 3 milhões deste montante se referem a repasses que o Estado de Rondônia deixou de fazer. Só para manutenção da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional são seis parcelas de R$ 346 mil cada em atraso. Existem também 200 mil que deveriam ser repassados para a Farmácia Básica e outros R$ 200 para o funcionamento dos postos de saúde. Além disso, mais de R$ 1 milhão para atendimentos ortopédicos também deixaram de ser transferidos do Estado para o município.
O secretário também contabilizou como perdas de arrecadação R$ 1,8 milhão do FUNDEB, destinados à educação e que deixaram de ser repassados pelo Governo Federal. O Fundo de Participação dos Municípios (FPM), outra receita vinda da União, também veio com R$ 1,2 milhão a menos.
Júnior disse que, com a interrupção dos investimentos e de outros cortes de despesas, as contas devem fechar até o final deste mês. Ele esclareceu que, caso isso não ocorresse, o prefeito Zé Rover poderia responder por descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Entre as obras paralisadas por causa da crise financeira estão reformas em escolas e construção do hospital infantil. Severino lembra, no entanto, que mesmo que não houvesse o problema de caixa, os serviços seriam paralisados por conta das chuvas. O secretário garante, no entanto, que todos os serviços serão retomados normalmente após o Carnaval do ano que vem.