A prefeitura de Vilhena ameaça levar a Eletrobrás à justiça por causa da inércia da empresa em resolver uma situação que ameaça provocar acidentes graves na cidade. Há quase um mês o município tenta convencer a estatal a mudar uma rede elétrica no setor de chácaras, mas mesmo com os pedidos oficiais, a Eletrobrás permanece omissa. O secretário municipal de Obras, Elizeu Lima, mostrou os documentos oficiais nos quais é pedida a atuação da companhia e explicou o caso.
Uma ponte de madeira, prestes a desabar na rua Jamari, teve que ser interditada e, como paliativo, a Semosp liberou meia pista da ponte de concreto construída no mesmo local. Acontece que, naquele trecho, existe um poste bem no meio da estrada vicinal, fato que se repete em outras duas passagens que levam ao setor de chácaras.
Não bastasse esse inconveniente, por causa do aterro na cabeceira da ponte, a fiação fica baixa e pode ser atingida por veículos mais altos. “Nós cobramos a ação da Eletrobrás enquanto ficamos pedindo a Deus para que ninguém morra eletrocutado”, argumenta Lima, esclarecendo que nem mesmo a greve dos servidores da estatal justifica tamanho atraso.
BLOQUEIOS – A liberação da meia pista sobre a ponte de concreto foi autorizada pela Semosp porque, por duas vezes, moradores e usuários da estrada rural fecharam a via pública por falta de condições de tráfego.