A Prefeitura de Vilhena, através da Secretaria de Obras e Serviços Públicos (Semosp) está trabalhando arduamente na tentativa de conter erosões que se abriram ou que se agravaram em Vilhena após a chuva de sábado, 12. Por determinação do prefeito Zé Rover, que pediu prioridade nesse serviço, o maquinário da Semosp está desde domingo trabalhando nos locais mais críticos.

Um dos pontos mais delicados é no cruzamento entre a Travessa B e a Rua 710, nas proximidades da obra de macrodrenagem, no Cristo Rei. No local, a erosão acabou por comprometer as galerias de drenagem que haviam sido feitas recentemente. Três caminhões, uma PC e uma pá mecânica estão sendo usados para carregar entulho de construção civil e despejar na imensa vala, na tentativa de conter a fúria da água. “São blocos de concreto, pedaços grandes de construção, que possuem mais resistência que o solo local e que vão ajudar a reduzir a velocidade da água até que seja absorvida pela terra, evitando mais estragos”, enfatizou o secretário de Obras, Elizeu Lima.

O secretário explicou que, ao todo, são cerca de 70 cargas de entulho, o correspondente a 700 metros cúbicos por dia, usados na contenção das erosões. Reuniões com engenheiros da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sedam) e Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) também já foram feitas, na busca por outras alternativas, caso o entulho não seja suficiente.

Outro local onde a erosão assusta é na margem do canal da macrodrenagem, ao final da avenida Curitiba. A erosão já existia antes do início da obra e, aliás, foi uma das principais razões que levou o prefeito a buscar recursos para a obra em Brasília. Para o local está projetada a construção de um parque ecológico, ao lado do canal que conduzirá a água da chuva até o Rio Pires de Sá. Apesar de a erosão ter avançado mais nos últimos dias, os engenheiros que acompanham a obra explicaram que o “buracão” está sob controle, tendo em vista que sua recuperação da área para a construção do parque já havia começado. 

Mesmo assim, por precaução, no local também será feito o mesmo trabalho que está sendo desenvolvido em outras áreas. O prefeito afirmou que a prioridade é para as áreas onde há maior risco aos moradores. Zé Rover também lembrou que todo esse transtorno é fruto da pavimentação asfáltica sem drenagem. “Por isso temos tido o cuidado de fazer asfalto com drenagem, mas mesmo assim as galerias que temos hoje não são suficientes para conter a água, por isso temos urgência em concluir a macrodrenagem e colocamos quatro frentes de trabalho nessa obra, estamos pensando no futuro da cidade”, argumentou.