Agentes da Delegacia da Polícia Federal em Vilhena aderiram, nesta terça-feira (11), à paralisação nacional, durante 24 horas. As atividades voltam ao normal hoje (quarta-feira). No estado, cerca de 150 policiais cruzaram os braços. Os serviços burocráticos e atendimento como intimações, condução de presos, e eventuais flagrantes foram suspensos.
A decisão foi tomada dia 5, em assembleia geral do Sinpef/RO (Sindicato dos Servidores da Polícia Federal do Estado de Rondônia), como forma de chamar a atenção do Governo Federal.
Além da de Vilhena, as delegacias de Guajará-Mirim e Ji-Paraná e o Departamento Regional da PF, de Porto Velho, paralisaram junto com as demais unidades de todo o país para pressionar o governo a extinguir a 3ª classe, grupo criado para acomodar cerca de 3 mil policiais contratados em 2004, e que segundo os sindicalistas, deveriam pertencer a 2ª classe, onde os rendimentos são maiores.
“O governo criou essa 3ª classe e registrou os profissionais que entraram em 2004 nesse grupo. Nós queremos a extinção dessa classe que é ilegal, porque em Brasília ela foi extinta e a mesma lei que rege a Policia Federal rege a Policia Civil no Distrito Federal, por isso a gente quer que o governo equipare as classes”, explicou o presidente do Sinpef/RO, Edmilson Ferreira.
Se a paralisação não surtir efeito em Brasília, a categoria ameaça deflagrar um greve por tempo indeterminado.