Policiais militares detiveram por volta das 2h30 da madrugada desta segunda-feira (19), quatro pessoas, duas da mesma família, acusadas de envolvimentos com drogas.
Uma guarnição que patrulhava o bairro Bodanese avistou, na rua 736, saindo de uma residência, o acusado Adevilson Pereira dos Santos, de 25 anos, conhecido como “Paquito” (FOTO DA DIREITA). Na abordagem feita, em revista pessoal, foi localizado em suas vestes uma “paranga” de pasta base de cocaína e R$ 20 em dinheiro. Informações do Núcleo de Inteligência (NI) da PM apontam que Paquito vende drogas sob o comando de Maikon Sega Araujo, de 18 anos (DE CAMISA VERDE).
De acordo com informações dos policiais, enquanto era realizada a abordagem, o celular de Paquito tocou, um dos militares atendeu e ouvi da outra pessoa: “Tô chegando aí no mercado Karine”. Instantes depois, outra ligação e, no visor do aparelho de celular, apareceu o nome “Paulinho”. Como a ligação não foi atendida, ele ligou por diversas vezes.
Paulinho é Paulo José Sega, de 30 anos. Os policiais que revistavam Paquito haviam passado por Paulinho há duas quadras de onde encontraram o primeiro.
Os policiais requisitaram reforço de outra guarnição, que localizou Paulinho na companhia de Tarley Diovane Rodrigues Ferreira, 25 anos.
Com Paulinho e Tarley foram encontrados celulares e certa quantia em dinheiro. Como há suspeitas de que os dois tenham envolvimento com Paquito e Maikon, eles foram apresentados na Delegacia de Polícia Civil (DPC) para prestarem esclarecimentos.
Paquito informou que a casa de onde ele saía no momento da abordagem era a morada de Maikon. Os policiais então entraram na casa e encontraram Maikon em um dos quartos. A casa foi revistada, o que resultou na localização de um revólver do calibre 38, da marca Taurus, com o número de série raspado e seis munições, tendo duas delas as espoletas picotadas.
Ainda foi encontrada a quantia de R$ 90 e próximo a cama de Maikon, havia 22 “parangas” de pasta base de cocaína. Noutro quarto foi localizado, envolvido num recorte de sacola, uma porção maior de substância similar à dos invólucros menores.
Maikon confessou que a arma pertencia a ele e disse que a havia comprado a cerca de uma semana na cidade de Pimenteiras do Oeste pelo valor de R$ 1.200.
Ele negou que a droga fosse dele e disse que o dono da substância é um sujeito conhecido como “Lacraia” que estaria morando com ele há apenas três dias. Mas, a polícia desconfia que o Lacraia seja na verdade Tarley.
Maikon não soube explicar aos policiais quem havia deixado na sala da casa uma botija de gás de 8kg, tampouco a procedência das duas bicicletas encontradas no quintal da residência.
Diante dos fatos e das contradições, os quatro receberam voz de prisão e foram levados para a DPC e apresentados ao Delegado plantonista, juntamente com a arma, as drogas, o dinheiro e os objetos apreendidos.