O Senado aprovou na terça-feira, dia 7, a reserva de pelo menos 50% das vagas das universidades públicas e escolas técnicas federais para alunos que tenham cursado o ensino médio em escolas públicas. Dentro desta reserva, haverá cotas social e racial. A proposta segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff.
Metade das vagas reservadas será destinada para estudantes com renda familiar de até um salário mínimo e meio por pessoa. A outra parte será preenchida por autodeclarados negros, pardos e indígenas, de acordo com a distribuição em cada estado.
O senador Aloysio Nunes (PSDB) discursou contra, por acreditar que o projeto fere a autonomia universitária. Pedro Taques (PDT) retrucou, dizendo que autonomia não deve ser confundida com soberania.
“A rejeição desse projeto significaria que pobres, negros e índios não teriam acesso às universidades. Tem gente que não quer que filho de pobre chegue à universidade, por isso tem gente que foi contra o ProUni”, disse Paulo Paim (PT).