Grande parte das bicicletas que se envolve em situações de crimes em Porto Velho não volta aos seus donos. Somente no depósito improvisado da 3ª Delegacia de Polícia Civil, no Bairro Nossa Senhora das Graças, mais de 150 bicicletas estão abandonadas há mais 10 anos em um corredor, segundo o delegado responsável, Paulo Casara Penedo.
O acúmulo dos veículos acontece porque a maioria dos proprietários não procura a delegacia para retirar a bicicleta e, consequentemente, as apreensões resultam no amontoado. "A maioria das bicicletas é peça de inquérito e elas obrigatoriamente têm que ficar estocadas até que o inquérito seja concluído”, afirma Penedo.
Uma forma de eliminar o problema, segundo o delegado, seria doar todas as bicicletas para alguma instituição carente, mas para isso acontecer há necessidade de um respaldo judicial ou mais servidores públicos. “Antigamente essas bicicletas eram doadas, porque existia menos burocracia. Atualmente não é possível fazer essa doação, porque não temos servidores suficientes para separar o que é inquérito do que não é”, explica. Somente na 3ª delegacia 27 funcionário se dividem nos setores. Para o delegado, seriam necessários ao menos 4 novos servidores.
Penedo conta que atualmente qualquer bicicleta comprada tem um número de série, o que deverá diminuir naturalmente a quantidade de veículos no pátio. “Com esse número de série, no momento da compra da bicicleta, a pessoa já deixa cadastrado o endereço e isso vai facilitar nossa busca quando encontrarmos uma em situação de furto”, comenta.
Para desafogar o depósito, a Secretaria de Segurança e Defesa da Cidadania (Sesdec) estuda uma medida que deve catalogar todas as bicicletas apreendidas. Um novo depósito será instalado na sede da secretaria para guardar os veículos, mas não há prazo para que a medida seja executada.
Fonte:
G1
Publicado em 05 de Março de 2013, às 09:25