Na segunda-feira 23, o município de Vilhena completa 32 anos de emancipação. Segundo dados do IBGE, em censo realizado em 2007, o município é o quarto maior do Estado de Rondônia, com 66.746 habitantes. Ficando atrás apenas de Cacoal, Ji-Paraná e a Capital Porto Velho.
Muito se ouve falar que a cidade clima da Amazônia é a que mais cresce no Estado. Mas será que crescimento é sinônimo de evolução? Será que os moradores percebem e entendem as transformações às quais o município é submetido? A FOLHA procurou saber a opinião de três pioneiros sobre política, comércio e meio ambiente. Será que nesses setores Vilhena evoluiu ou regrediu?
POLÍTICA - O médico Newton Pandolpho mora em Vilhena desde 1988. Desde então está sempre inteirado no meio político e até já se candidatou algumas vezes. Para ele, a política vilhenense não evoluiu. “Os problemas continuam sendo os mesmos. Infelizmente os políticos ainda dão prioridade para o crescimento próprio em vez de terem atenção, principalmente aos problemas sociais existentes na cidade”, diz. Ele afirma que na década de 80, quando o então prefeito Élcio Rossi atuava, existia um projeto de urbanização que até hoje não foi colocado em prática por falta de empenho de administrações anteriores.
Para o médico, “Vilhena é uma cidade bonita e atrativa, sem dúvida, mas o maior mérito é da população que se preocupa em fazer o melhor para si, já que a administração pública ignora a necessidade dos oradores quanto à qualidade de vida”.
COMÉRCIO - Morador de Vilhena desde 1971, o comerciante Pedro Juca de Oliveira foi presidente da Aciv (Associação Comercial e Industrial de Vilhena) no biênio 1999/2000 e atualmente é diretor do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) da cidade. Segundo ele, “o comércio local evoluiu muito nos últimos 15 anos. Alguns fatores positivos para esta evolução foram a internet e o serviço de proteção ao crédito”. Pedro afirma que antes do advento da internet ele, assim como outros comerciantes, precisava se deslocar até grandes centros comerciais para realizar compras. Hoje este serviço é feito através de telefone e email, sem ser necessário o deslocamento.
MEIO AMBIENTE - Alcides Vieira é morador do Setor Chacareiro desde 1986, sua propriedade fica localizada à beira do Rio Pires de Sá. Com isso, ele pode acompanhar a mudança que ocorreu no rio. “Há 20 anos o Pires de Sá era muito bonito. Não raro, crianças tomavam banho, faziam piquenique às suas margens, pescavam; donas de casa lavavam roupas e até batizados de igrejas evangélicas foram realizados nas águas do córrego. Hoje o cenário é muito diferente. É triste ver o riacho assoreado e a população não colabora para preservá-lo limpo. Jogam lixo e até animais mortos no seu leito.”
FOTOS: 1: Newton Pandolpho, 2: Alcides, 3: Pedro