Na tarde desta quarta-feira, 17 de novembro, por volta de 15h30, pousou no aeroporto Brigadeiro Camarão, em Vilhena, o jato da Policia Federal que trazia a bordo dois detentos de Vilhena que estavam no Presídio Federal de Mossoró (RN).

Esses presos foram transferidos para o Rio Grande do Norte junto com mais 20, no inicio do ano, porque estavam liderando motins, rebeliões e ações fora da prisão.

Na época, o diretor-geral da Casa de Detenção de Vilhena (CDV), João da Mata Costa Neto alegou que a transferência era necessária por uma questão de segurança e, sobretudo, pela falta de vagas no estabelecimento prisional.

"Eles saíram mais daqui porque estamos com as celas superlotadas e corre o risco da prisão ser interditada. Se o Estado não tomar uma providência de fazer um novo presídio, fatalmente será interditado. Então, por isso, eles foram transferidos para Mossoró", falou.

De lá pra cá a coisa piorou. O temor do diretor de que a instituição fosse interditada se confirmou. Outro presídio não foi construído e os presos que foram transferidos estão sendo mandados de volta.

Quando do momento da transferência dos 22 detentos para Mossoró, a CDV tinha 250 presos em um local com capacidade para 65. Hoje, a capacidade é a mesma da época da transferência, mas a lotação é de 274, segundo a direção da instituição -sem contar com os dois novos moradores que regressaram.

Os detentos que chegaram hoje são Euzébio Gomes e Ronizamar Antônio Souza de Aredes. Além destes, que ficaram em Vilhena, outros 12 presos seguiram para o presídio de Cacoal.

O motivo da transferência dos presos teria sido, segundo o diretor da CDV, por motivos estruturais da instituição prisional onde eles estavam na cidade potiguar. “Houve um problema no abastecimento de água e se fez necessária a escavação de um outro poço, só que isso demanda tempo e dinheiro, então a direção do presídio achou por bem remeter os presos para seus estados de origem”, disse João da Mata.

Sobre a interdição da CDV, João da Mata disse o seguinte: “Já estamos numa situação quase insustentável, o juiz corregedor tem consciência disso e deve tomar providências nos próximos meses”. 

A operação de transferência desses presos, feita com um jato da Policia Federal, envolveu cerca de 25 agentes federais, que fizeram o acompanhamento da dupla. Aqui em Vilhena em torno de 12 Agentes Penitenciários e oito policiais militares escoltaram os detentos até a CDV.