O motociclista disse não conhecer os suspeitos e nem se lembrar da fisionomia deles
 
Na noite de ontem, uma guarnição da Polícia Militar foi até um posto de combustíveis na saída de Vilhena para Porto Velho, após receber ligação de um homem que dizia ter sobrevivido a uma tentativa de agressão que poderia ter acabado em morte.
 
De acordo com o denunciante, ele seguia em sua motocicleta Yamaha Ténéré 250 em direção a uma propriedade rural nas proximidades do antigo Posto Gaúcho, entre Vilhena e Pimenta Bueno, quando percebeu que estava sendo seguido por uma caminhonete branca, a bordo da qual estavam três homens.
 
O denunciante revelou que a picape suspeita reproduzia fielmente suas manobras de aceleração e desaceleração, acompanhando-o por aproximadamente 10 km. Em desespero, o motociclista acessou uma estrada vicinal e continuou sendo perseguido pelo trio.


Narrou o homem que, ao parar a moto para tentar descobrir o motivo da perseguição, notou que os três desconhecidos desembarcaram do veículo em que estavam e passaram a avançar em sua direção, demonstrando intenção de atacá-lo.
 
Conforme o sobrevivente, após fugir a pé ele entrou em uma área de mata, onde garante que perdeu a consciência por um curto período de tempo. Ao recobrar os sentidos, correu até a BR 364, onde pediu socorro a um caminhoneiro, que o trouxe até a cidade, deixando-o no posto de combustíveis.
 
Depois de ouvir o relato do denunciante, os policiais o acompanharam até o local da perseguição, onde encontraram a motocicleta sem a chave na ignição, além da mochila contendo seus pertences pessoais. O homem disse que, temendo que os objetos fossem levados pelos três suspeitos, arremessou a chave e o próprio celular na mata.
 
O motociclista disse não conhecer os suspeitos e nem se lembrar da fisionomia deles ou das roupas que estavam usando. Também recusou atendimento médico e argumentou que sua prioridade era retirar a motocicleta do local.