Peões arriscam a vida em suas montarias, e com essa façanha acabam conquistando fãs entre os espectadores, mas algumas mulheres em especial criam um apreço mais atrevido, e estas são conhecidas como ‘Marias Breteiras’.
Felix Correa, o Foca, monta há muitos anos e já participou de 47 finais de montaria. Em Vilhena Felix já montou 10 vezes e conta que em todo lugar existem ‘Marias Breteiras’. “Em Vilhena não são muitas, mas existem. Elas aguardam depois da montaria ao lado do ‘brete’ para nos ver sair. São admiradores, fãs do esporte e dos profissionais da montaria e hoje em dia rodeio é profissão, vale a pena ser peão atualmente. Sempre notam o estilo, a bota, o chapéu e principalmente a fivela, que em alguns casos é premio de rodeio e denota a importância do montador”, conta Foca.
Thayson Henrique tem 19 anos e monta a dois. Ele fala que já conheceu algumas garotas do ‘brete’ nesses dias de Expovil. “A gente passa e elas mechem, ficam chamando nossa atenção. Sou mais de fazer amizades, mas às vezes não dá certo, já que elas ‘chegam chegando’. Tem mulheres muito bonitas em Vilhena, trajadas então, melhor ainda”, conta Thayson.
Winne Nathalie Folkiewicz conta que assiste os rodeios sempre que pode, mas não costuma ir conhecer os peões. “Mulher Maria Breteira existem sempre, mas a beleza mesmo da montaria é torcer pelo esporte”, fala Winne que acompanha os rodeios com os amigos Jhonathan e Karoline.
Convicto de que as origens se perderam na maioria, Renato Silva Mendes, se denomina um ‘sertanejo puro-sangue’ e acha que as mulheres realmente se atraíam pelo homem mais certo, verdadeiro boiadeiro que queria relacionamento sério sendo um rapaz simples do campo. “O sertanejo deixou de ser uma origem de tradições pra virar estilo temporário, mais voltado pra peão de vitrine”, conta Renato.
Paulo de Tarso, locutor conhecido na Expovil afirma que nunca viu uma ‘Maria Breteira’. “Acredito que exista, mas eu nunca vi. Penso que para elas deve ser um fetiche. Artistas têm fãs, peões têm ‘Marias Breteiras’, fala De Tarso.
A representante da beleza feminina no município durante a Expovil, Tatiane Ferreira Piovezan , Rainha da festa, fala que também não conhece nenhuma ‘Maria Breteira”, mas acredita que, tudo começa com admiração.
A beldade afirma também que não considera bom para uma mulher ser muito atirada e acredita que a mulher vilhenense deve sempre se valorizar. “Mulher não pode ser oferecida, as que correm atrás de homem perdem a feminilidade e em alguns casos o respeito próprio, ela tem que saber seduzir de um jeito sutil, mostrando que não te apenas beleza, mas conteúdo. Por mais que uma mulher seja apaixonada pelo estilo sertanejo do peão, deve verificar se o homem por dentro do traje vale tanto a pena quanto”, é a dica da Rainha.