Jorge Kajuru está de pau duro neste exato momento. Talvez agora ele esteja no ar, no canal Esporte Interativo, ou gravando uma entrevista,

assistindo a alguma partida de futebol ou no supermercado comprando alface... Não importa a situação ou a companhia, o certo é que o jornalista

está com o pênis ereto – inclusive nas fotos feitas para esta reportagem. Depois de anos reclamando do tamanho de seu pênis e da impotência

decorrente da diabetes, o jogo virou para ele. Kajuru fez uma cirurgia que agora o deixa com o pênis ereto em tempo integral – e que ainda o

beneficiou com alguns centímetros a mais. “Está reto direto!” É o que ele conta, orgulhoso, na entrevista a seguir.

Como foi essa cirurgia no pênis?
São três etapas. Na primeira, feita há uns quatro meses, eles abrem o saco e colocam uma prótese. Só que fica meio torto, inchado pra caramba,

parecia uma berinjela. As outras duas etapas são de correções, a última delas fiz agora em julho. Tem dois tipos de prótese, uma que você precisa

bombar o saco quatro vezes pra endurecer o pênis e outra que ele fica ereto direto. Eu preferi a que fica direto.

Direto? Duro o tempo todo?!
Vinte e quatro horas à disposição! Reto direto. Tanto é que hoje tenho que usar uma cueca especial, uma que já vem exatamente o tamanho do

pênis bordadinho, aí eu coloco ele pra cima – pra não ficar com a barraca armada toda hora – e uso com calça jeans. Praia, por exemplo, não tem

jeito. É uma merda. Hoje eu só frequento praia de nudismo no Rio de Janeiro.

Mas aí você fica de barraca armada na praia de nudismo!?
Ah, mas é praia de nudismo, qual o problema? Foda-se, lá está todo mundo de pinto duro mesmo! Quer dizer, todo mundo está de pinto pra fora.

Duro, só o meu.

E não incomoda estar ereto o tempo inteiro?
Não, pelo contrário! Tá louco? Essa é a maior riqueza da minha vida. Voltei a ser o cara mais feliz do mundo, minha autoestima foi lá em cima.

Você não tem noção de como minha vida melhorou.
Como era antes dessa cirurgia?
Eu era totalmente brocha por causa da diabetes. Depois ainda tive uma bactéria na próstata que me fodeu. Tive que operar e, além de brocha,

fiquei estéril. Com o tempo – e com medicação – meu esperma voltou ao normal. Mas eu ainda era impotente! Não adiantava Viagra, Cialis, era

uma merda. Com Cialis eu ainda ficava metade, era meio pau, mas eram dez minutos e eu já brochava de novo. Eu tinha vontade de dar um tiro na

cabeça. Aí entrei na neura de fazer em Londrina uma operação pra aumentar o pênis, era experimental e eu seria a cobaia. Conversei com algumas

pessoas que me orientaram a não fazer. E também não adiantava eu aumentar e continuar brocha. Seria “o grande bobalhão”.

Como você se sentia?
Eu já sou meio doido, sofro de transtorno bipolar, vou da euforia à depressão em um minuto. Imagina eu, brocha, como ficava quando chegava a

depressão? Eu não saía de casa. O Sócrates ia me buscar em casa pra me levar em boteco pra me animar, mas não tinha nada que me animasse.

Eu queria trepar, porra! Eu queria comer uma mulher. E na época eu estava namorando.

E não tinha sexo?
Não! Tentava e não tinha. Ela, a Aline, teve toda a paciência do mundo. E, depois que eu fiz a cirurgia e fiquei bom, eu a traí. Homem é muito filho

da puta! Fiquei apaixonado por outra mulher e a larguei. Fui um babaca, um idiota. Há pouco tempo fizemos as pazes e voltamos a viver juntos.

Ela foi a minha companheira na hora que ninguém queria ser.

Como você descobriu essa cirurgia do pênis?
Vou muito a Belo Horizonte e numa das vezes encontrei um amigo de infância que havia feito essa cirurgia com um médico de lá, o Doutor Marcelo

Salim. Ele estava superfeliz e me orientou. Depois que fiz, além de voltar a ter ereção, meu pênis ainda aumentou 4 centímetros! Ficou uma

maravilha. E antes disso eu já tinha emagrecido muito por causa de uma operação pra diabetes, perdi 60 quilos, e só de ter ficado magro pra

caramba meu pênis já havia aumentado. Só tinha gordura, não dava nem pra enxergá-lo.

E hoje sua diabetes está controlada? Você perdeu parte da visão também, não?
Fiz uma cirurgia pra diabetes no íleo, uma parte do intestino delgado. Resolveu pra caramba, é uma maravilha. Depois o Conselho Federal de

Medicina proibiu essa cirurgia. A visão eu perdi, tenho só 14%. O olho direito eu perdi completamente, tive um descolamento de retina e hoje uso

uma prótese. O olho esquerdo foi ficando sacrificado demais da conta e hoje tem só 14%. Então agora eu não enxergo porra nenhuma. Todo lugar

que eu vou tenho alguém comigo, não ando sozinho para nada.

Por que os homens não falam abertamente de problemas relacionados ao pênis, igual você fala?
Porque eles são uns babacas. Isso é uma questão de saúde, é importante! Quando você fala do problema, você pode ajudar milhares de pessoas.

Quando percebi isso me soltei, comecei a falar da diabetes e de estar brocha abertamente na televisão. E me falavam: “Você está louco, como você

fala que está brocha!?”. Falar que é brocha e que tem o pinto pequeno é uma coisa proibida! Quando eu falava que tinha 15 centímetros de pinto

parecia que era aleijado. Eu brinco que se eu encontrar com Deus vou brigar com ele, vou falar: “O senhor foi muito bom pra mim, mas poderia ter

me dado mais 10 centímetros!”. Mas agora estou um menino, a hora que a mulher quer já estou preparado, a disposição é total. Não teve

reportagem, Copa do Mundo, Olimpíada, não teve porra nenhuma que me deixou mais feliz que essa cirurgia no pênis.