Familiares do radialista Roberto Di Jorge (FOTO PRINCIPAL), um dos comunicadores mais conhecidos de Vilhena e âncora de dois programas jornalísticos da Planalto AM, vão receber uma indenização milionária em Cuiabá (MT). O Tribunal de Justiça do Estado vizinho resolveu multiplicar por quatro o valor estipulado no primeiro julgamento, e que vem sendo cobrado pelos filhos de um tio de Roberto, assassinado brutalmente por Policiais Militares há 12 anos na capital mato-grossense.
Irmão mais velho do aposentado Waldomiro Domingos Dezorzi, pai de Roberto, Arlindo Dezorzi (FOTO SECUNDÁRIA) havia nascido na cidade de Crissiumal (RS) e, como era oficial do Exército, percorrera várias regiões do país até se estabelecer em Cuiabá.
Em contato com o FOLHA DO SUL ON LINE, o radialista disse que a família já morava em Vilhena quando o tio foi executado.
ENTENDA O CASO
Subiu de R$ 400 mil para R$ 1,6 milhão o valor da indenização a ser paga pelo Estado de Mato Grosso à família do subtenente aposentado Arlindo Dezorzi, morto aos 72 anos de idade em 2000 durante uma operação da Polícia Militar. A majoração foi determinada pela Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

O TJMT também passou de R$ 15 mil para R$ 50 mil os honorários devidos aos advogados que acompanharam a viúva e as filhas do subtenente. Dezorzi foi vítima de uma ação desastrosa da PM mato-grossense, segundo os autos do processo, daí a indenização cobrada do Estado, informou a assessoria de imprensa do TJMT após a decisão.

Aposentado, Dezorzi constatou que sua casa, no bairro Santa Rosa II, tinha sido furtada pela quarta vez e foi, armado, tirar satisfações com adolescentes do bairro dos quais desconfiava. Eles estavam jogando fliperama numa lanchonete.

No estabelecimento, Dezorzi ameaçou os adolescentes e voltou para casa, mas sua atitude já havia provocado a dona da lanchonete, que chamou a polícia. Dois policiais militares se apresentaram e se desentenderam com o aposentado, que atirou contra a testa de um dos policiais.

A polícia, então, mobilizou-se. Agentes do 3º Batalhão, outros da Companhia Independente de Operações Especiais (CIOE) e um helicóptero fizeram o cerco à casa do aposentado, onde ele acabou sendo assassinado.

Segundo testemunhas, Dezorzi foi levado para um dos quartos mesmo depois de ter se entregado aos policiais. Ali, ajoelhado ou sentado (segundo apontaram os laudos), o aposentado foi alvejado por pelo menos cinco tiros de pistola 40 e escopeta 12.