Aprovada em assembleia geral extraordinária do Sindicato dos Vigilantes de Rondônia (Sintesv/RO), realizada no dia 29 de janeiro, a paralização dos vigilantes que acontece hoje em todo estado é inicialmente de 24 horas.

 

De acordo com os representantes do sindicato da categoria em Vilhena, a luta é pelo cumprimento da Lei 12.740 e o pagamento imediato dos 30% do adicional de risco de vida. Esta Lei foi sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em dezembro de 2012, e concede 30% de reajuste pelo perigo que o profissional corre no local de trabalho. 

 

No entanto, mesmo com a lei sancionada, empresários da segurança se negam a pagar o benefício sob a alegação de que o texto necessitaria ser regulamentado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). 

 

Em Vilhena, a paralização, embora tenha tido uma adesão razoável, não foi total. Alguns trabalhadores da área, como os de transporte de valores, não aderiram. 

 

Segundo Luiz Ferreira da Silva, um dos diretores regionais do Sintesv/RO, há hoje em Vilhena mais de 800 profissionais atuando na área, desse número, cerca de 300 têm vínculo com empresas, os demais trabalham autônomos. 

 

Os representantes da categoria afirmaram que têm o apoio do sindicato dos bancários e que algumas agências da cidade não estariam funcionando em apoio à categoria. 

 

A reportagem do FOLHA DO SUL ONLINE entrou em contato com algumas agências e confirmou que, apenas o HSBC não está atendendo ao público, Bradesco, Itaú e Brasil, funcionam normalmente e a Caixa Economica Federal, foram feitas diversas tentativas de contato, mas ninguém atendeu o telefone.