Servidores que hoje ocupam cargos de confiança já avaliam uma possível exoneração coletiva
A possibilidade de paralisação dos servidores da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM) de Rondônia acendeu um alerta vermelho no Estado e o impacto pode chegar direto ao agronegócio.
Nos bastidores, cresce a insatisfação da categoria, que denuncia desigualdade salarial dentro do governo estadual. Segundo os servidores, o reajuste pedido teria baixo impacto nos cofres públicos, mas seria decisivo para manter os serviços funcionando normalmente.
E NÃO SE TRATA DE QUALQUER SETOR
A Sedam é responsável por serviços que sustentam a economia do Estado: é o órgão que libera licenças ambientais sem as quais empresas não operam; autoriza o manejo florestal que mantém ativa a cadeia madeireira legal e concede outorgas de água fundamentais para irrigação, piscicultura e produção rural.
Na prática, sem a atuação da secretaria, processos param, investimentos travam e cadeias produtivas inteiras podem ser afetadas.
O CENÁRIO PODE SE AGRAVAR
Servidores que hoje ocupam cargos de confiança já avaliam uma possível exoneração coletiva, o que pode atingir diretamente áreas consideradas essenciais dentro da SEDAM.
Outra medida em discussão é a chamada “operação tartaruga”, que reduz o ritmo dos trabalhos. E isso tem efeito imediato: menos licenças, mais demora e impacto direto no setor produtivo.
O alerta já chegou à Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO). Deputados vêm destacando que a falta de valorização dos servidores pode comprometer o funcionamento da secretaria e gerar prejuízos ao desenvolvimento do Estado.
Enquanto isso, os servidores afirmam que o movimento tem um objetivo claro: pressionar por diálogo com o governo e evitar um cenário de colapso nos serviços ambientais.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 20 de Março de 2026, às 17:57