Radicado no Brasil há 45 anos, o comerciante vilhenense Anwar Daoud Badran deixou os Estados Unidos uma semana antes dos ataques que derrubaram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque, no dia 11 de setembro de 2001.

Há dez anos, o palestino da cidade de Betin, na região de Ramallah, prega abertamente em Vilhena que o recém-assassinado Osama Bin Laden, líder da organização extremista Al Qaeda, não teve nada a ver com os atentados. “Não acredito em sua participação naquele acontecimento”, insiste Davi, como é conhecido o muçulmano local.

Dominando quatro idiomas, o vilhenense tem parentes nos EUA e nunca enfrentou problemas para desembarcar em solo americano. Aos 70 anos, no entanto, Davi viu na morte do irmão de fé uma “covardia” dos marines ianques e achou que as comemorações pela execução de Bin Laden, que tomaram conta da América, foram “um gesto exagerado”.

Sempre viajando também para a terra natal, Badran acredita que os americanos têm preconceito contra os muçulmanos em geral. “Por que é que eles não usam a mesma a violência praticada contra o Osama para acabar com a covardia dos israelenses, que vêm massacrando o povo palestino diariamente?”, questiona. Segundo o palestino, Israel vêm impedindo, sem que os EUA façam qualquer coisa, que seus irmãos árabes possam circular livremente em sua própria terra.