Vivendo em Vilhena, segundo ele há 38 anos, Anwar Badran nasceu na Palestina, onde de tempos em tempos retorna para visitar a terra natal e rever parentes que ainda moram por lá.
Este ano, em setembro, ele viajou para a cidade Palestina de Betin, onde nasceu. Badran conta que visitou diversas cidades. “As cidades lá são próximas porque o país é pequeno; eu fui em Jerusalém e em Jericó e também ao Mar Morto”, lembra.
Em turismo pela terra natal Badran, que é ironicamente é conhecido em Vilhena pelo nome de origem judia “Davi” visitou, viu e fotografou muitas coisas bonitas. Mas, lamenta ter presenciado o lado ruim da localidade: os ataques por causa disputa territorial entre a Palestina e Israel. “Vi misseis cortando os céus e ouvi explosões”, conta Badran.
Por causa dos conflitos, o palestino radicado em Vilhena não pode chegar até Telaviv, onde embarcaria para Rondônia, e perdeu passagem.Teve que ligar para a esposa, em Vilhena, e pedir que ela comprasse nova passagem para poder vir embora.
De acordo com relato de Badran, são constantes as barreiras do exército de Israel. “Não se anda um quilômetro sem ser parado em alguma barreira”, disse.
O palestino disse ainda que, por causa dos ataques, as cidades ficam desertas. “Todos ficam presos em casa, as ruas ficam desertas”, disse.
Davi lamentou a construção do muro que separa os territórios palestinos e israelense. E disse que, por causa do muro que foi erguido, uma viagem entre determinadas cidades que seria de pouco mais de dois quilômetros, agora se transformam em roteiros com distâncias de quase 40 quilômetros. “E o pior: por uma estrada de chão, horrível”, disse.
Mas, apesar de tudo, Badran disse que volta ao seu país, por que mesmo com a destruição e o risco iminente de ataques, as paisagens, tanto naturais quanto arquitetônicas, valem a pena ser visitadas.
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
FS
Publicado em 13 de Dezembro de 2012, às 11:17