O braçal Ilson Ferreira Gonçalves, pai da menina cujo misterioso desaparecimento mobiliza toda a cidade, apela para que as pessoas continuem à procura por ela e parem de passar trotes a família e nega envolvimento com drogas.

 

Desesperado, o pai de Lorrayne Sarah da Silva, a garotinha de 7 anos que desapareceu a caminho da escola, na semana passada, já percorreu a cidade de ponta a ponta à procura da filha, além de ter ido a outras cidades do Cone Sul. A mãe dela e tios também estão indo a municípios ao redor de Vilhena em busca da menor. Eles já estiveram em Colorado do Oeste, Cerejeiras, Corumbiara, Chupinguaia, Comodoro (MT) e no distrito do Guaporé ao longo desta semana. Hoje se completam oito dias que a garota sumiu quando fazia o trajeto entre a casa e a escola, no bairro Cristo Rei.

 

Ilson lamentou a quantidade de trotes que estão sendo passados à família, assim como na delegacia de Polícia e à imprensa acerca do caso. “Isso deixa a gente mais apreensivo, e atrapalha as investigações. Por isso, eu peço de todo o coração que as pessoas só liguem se tiverem certeza que podem ajudar”, apela.

 

O homem também negou ter qualquer tipo de envolvimento com drogas. Isto porque chegaram a circular rumores que ele teria envolvimento com o tráfico, e que o suposto seqüestro de Lorrayne poderia estar relacionado com acerto do submundo. “Tive problemas com a Justiça no passado, mas nada a ver com esse negócio”.

 

Separado da mãe da garota, ele garante ter bom relacionamento com a ex-mulher e com os filhos. Na ocasião em que a filha desapareceu Ilson estava trabalhando numa fazenda da região, mas assim que soube do caso veio para a cidade auxiliar nas buscas. Ele está empenhado na ação, e seu medo é que a procura por Lorrayne arrefeça com o passar do tempo. “Peço que as pessoas continuem ajudando, e não parem com as buscas. Tenho certeza que minha filha está viva”, afirma.

 

Sobre o dia do desaparecimento, Ilson relata que Lorrayne saiu da casa da avó em companhia de dois irmãos. Ela teria ficado um pouco para trás, e foi avistada pela última vez pelo irmão mais velho momentos antes deste dobrar um esquina. “Minha filha estava arrumando a sombrinha ao lado de uma carreta cuja carroceria era de cor preta. Depois desse momento, não foi mais vista”.

 

Finalizando, o pai agradeceu o empenho da polícia e da primeira-dama do Município, Lizangela Rover, com quem esteve na redação da FOLHA DO SUL, além da população em geral. “Estamos gratos a todos que estão ajudando, e aos que passam trotes apelo para seu senso de humanidade e peço encarecidamente para que parem com isso, pois só quem passa por uma situação dessas pode ter idéia do que nós estamos sentindo”, encerrou.

Quem tiver informações sobre o paradeiro da criança deve ligar para os seguintes telefones: (69) 3322-4988 (CRAS), 190 (Polícia Militar) ou 3322-3001, Delegacia de Polícia Civil de Vilhena.