Policiais Militares prenderam na manhã desta quinta-feira (22), o pedreiro Miguel Macedo, de 41 anos, acusado de ter jogado água fervendo no enteado. O caso aconteceu na madrugada da terça-feira (19), segundo a mãe do garoto, M.A.S., de 30 anos.
A mãe e o garoto moram há seis anos com Miguel, numa casa que fica na avenida 1º de maio, no centro de Vilhena. O casal tem uma filha de apenas 2 anos de idade. Mas o menino é filho de outro relacionamento de M.A.S., e ao que tudo indica foi um telefonema do pai do garoto para a mãe, que despertou o ciúme que culminou no ato desumano. “Desde que recebi o a ligação do meu ex, que ele não fala mais comigo e só bebe”, disse a mãe.
A mãe, que é auxiliar de limpeza e trabalha a noite, contou que chegou do trabalho por volta das 5h da manhã daquele dia e dormiu. Minutos depois acordou com o filho gritando. “Eu perguntei se havia acontecido alguma coisa e o Miguel disse que tinha caído um pouquinho de água no menino, mas tava tudo bem”.
Segundo informações foi uma professora que notou as queimaduras no garoto e acionou as autoridades. A Polícia Militar e o Conselho Tutelar foram até a residência e conduziram o garoto ao Hospital Regional com queimaduras no pescoço, no rosto e nas costas. O acusado foi conduzido a Delegacia de Polícia Civil, em visível estado de embriagues.
Informações confirmadas pela mãe indicam que o menino apanhava com freqüência do padrasto, que o teria, inclusive, ameaçado de morte.
O padrasto se defende dizendo que tudo não passou de um acidente. “Eu fervi a água para fazer o café, e quando fui coar a vasilha escorregou e derramou nele”, disse explicando que a casa é pequena e que o enteado dorme num colchão no chão, próximo ao fogão.
Na delegacia a mãe do garoto afirmava que não iria contra o filho, mas se mostrava relutante a entrar com uma representação contra o companheiro.
Ela também não explicou o porquê não procurou um posto médico para tratar das queimaduras do filho.