Por R$ 163 milhões, operação pode colocar país no seleto grupo de nações que exploraram planeta vermelho

 

A Índia lançou nesta terça-feira (5) sua primeira nave espacial para Marte, em um teste para a tecnologia de baixo custo do país asiático que pode ajudá-lo a ingressar num clube seleto de nações que conseguiram explorar o planeta vermelho.

 

A Missão Orbitadora Marte, que tem custo de US$ 73 milhões (R$ 163,8 milhões), decolou da costa sudeste indiana na tarde desta terça (horário local). Se a missão for bem-sucedida, o satélite vai levar cerca de 300 dias para chegar a Marte e vai buscar metano na atmosfera marciana.

 

Centenas de pessoas assistiram ao lançamento do foguete da ilha de Shiharikota. Outros milhões viram o foguete atravessar o céu ao vivo por transmissões de TV fornecidas pela Organização de Pesquisa Espacial Indiana.

 

"Esse é o nosso início modesto para nossa missão interplanetária", disse Deviprasad Karnik, porta-voz da Organização Indiana de Pesquisa Espacial.

 

Apenas EUA, Europa e União Soviética (1945-1990) conseguiram até agora enviar sondas que orbitaram ou pousaram em Marte.

 

Alguns questionaram o alto custo da operação em um país onde 1,2 bilhão de pessoas ainda lida com fome e pobreza. Mas o governo defendeu a missão Marte, e seu programa espacial de US$ 1 bilhão, afirmando que é importante fornecer empregos de ponta a cientistas e engenheiros para que os problemas terrenos sejam resolvidos.

 

Décadas de pesquisa espacial permitiram que a Índia desenvolvesse satélites, comunicações e tecnilogias que ajudam a resolver os problemas diários domésticos, desde a localização de cardumes para a pesca até a previsão de tempestades e inundações.