Uma oficial de justiça de Vilhena, com o apoio de policiais, cumpriu na manhã desta quinta-feira, 21, a reintegração de posse de uma área do Governo do Estado, que havia sido invadida a cerca de oito meses no Setor 6 da cidade.


Segundo uma das pessoas que tinham terreno na área invadida, cerca de 120 famílias possuíam lotes ali. Roberto, como o homem disse se chamar, revelou que por causa da falta de infraestrutura, apenas uma família estava morando no local.


Uma máquina do DER foi usada para derrubar os barracos erguidos ao longo dos oito meses da invasão. Segundo José Natal Pimenta Jacob, representante do Governo, a primeira liminar determinando a desocupação, saiu no mês de setembro passado. Mas, por falta de máquinas, a retirada dos invasores não foi realizada. “Há dez dias saiu a segunda liminar e hoje é o prazo final para cumprirmos a ordem judicial, sob risco do Governo incorrer em crime”, disse Natal.


Quanto à família morando na área, Natal disse que, assim como as demais, eles também foram avisados com bastante antecedência sobre a ordem para desocuparem o local.


Mas, a família, alegando não ter para onde ir, permaneceu ali, e na manhã de hoje, quando a oficial de justiça chegou com a máquina e os policiais para cumprir a ordem de reintegração, tiveram que tirar às presas os móveis e as telhas da casa.


Sem ter para onde ir, a pouca mobília da família foi amontoada às margens da rua. A mulher que teve a casa derrubada pela patrola disse que se inscreveu nos programas do governo para tentar ganhar uma das casas populares construídas no município, mas seu cadastro não foi aprovado, segundo informações não oficiais, pelo fato de a renda familiar ultrapassava o valor de R$ 1 mil.


A mulher explica que levaram em consideração, além do salário mínimo que o marido ganha, o salário da mãe, que é portadora de necessidades especiais, e que mora com eles. E o benefício do Bolsa Família do filho que ela recebe. “O salário dela (mãe) só dá para ela se manter devido aos medicamentos que tem que tomar”, disse a mulher.


Em pouco tempo, a máquina derrubou as dezenas de barracos erguidos nos lotes a 1,2,3,4,5,6, 7 e 8 da quadra 41 do Setor 6 de Vilhena.