Depois de nove meses de empenho do Governo do Estado, através da Secretaria de Justiça (SEJUS), o projeto do novo presídio de Vilhena foi aprovado e deve ser construído nos próximos seis meses no setor de chácaras Vilhena. A decisão foi tomada hoje, depois de um longo debate entre representantes do Governo, representantes do Poder Judiciário e o deputado Luizinho Goebel (PV), sobre o local a ser destinado à construção do estabelecimento prisional. Goebel queria levar o presídio para outro local, mas sua tentativa foi frustrada.

O terreno, localizado no setor de Chácaras Vilhena, foi repassado para o Governo em 2006, mas não houve interesse da administração anterior em construir o presídio. Neste ano, com o empenho do atual governador, o projeto ganhou vida e já conta com R$ 13 milhões aprovados para a obra. Porém, uma tentativa do Deputado Luizinho Goebel em mudar o local da construção mobilizou uma equipe do Governo nessa quarta, dia 21/09.

Depois de uma manhã inteira de debates, o Deputado Luizinho Goebel, a Secretária da Sejus, Miriam Sperafico e o secretário adjunto da Casa Civil, Edvaldo Soares, estiveram uma audiência com os representantes do judiciário de Vilhena, a juíza Liliane Pegoraro e o promotor Elicio de Almeida e Silva.

Durante a reunião, que durou cerca de meia hora, o Deputado ouviu da juíza e do promotor um breve relato da situação precária em que se encontra o atual presídio de Vilhena e a opinião sobre o terreno. Ambos deram parecer favorável para que se construa o presídio onde está definido no projeto, para que não haja atraso na conclusão da obra, dado a sua urgência.

Dentre os problemas enfrentados pelo sistema prisional de Vilhena está a superlotação - o local poderia abrigar no máximo 150 presos e tem cerca de 400. Esta situação oferece grande risco de rebelião e fuga em massa, sem contar que o presidio fica dentro da cidade. Para se alterar o projeto das novas instalações, vai complicar em atraso na obra. “O governo tem só mais seis meses para construir o novo presídio, se fizermos qualquer mudança no projeto, esse prazo não será suficiente”, afirmou a Secretaria da Sejus, Miriam Sperafico.

No final do debate, o deputado estadual Luizinho Goebel desistiu de tentar mudar o local. “Fui vencido e convencido a concordar para que essa questão prioritária de segurança seja resolvida” finalizou Goebel.