Os dois envolvidos na briga com direito a juras de morte foram apresentados na Unisp
 
Na noite de ontem, após receber denúncia anônima dando conta de um “atrito” que estava acontecendo em uma residência no bairro Cristo Rei, em Vilhena, uma guarnição da Polícia Militar foi até o endereço indicado e se deparou com uma situação que envolvia até uma criança de 11 anos.
 
Ao conversar com a dona da casa, uma mulher de 30 anos, os policiais ouviram sua versão: ela disse que estava no local em companhia de um homem de 67 anos, que é amigo da família, no momento em que chegou o pai da própria denunciante.
 
O pai disse à mulher que tinha sido procurado pelo ex-marido dela, acusando o idoso que estava na casa, de estar “alisando” seu filho em um ponto de ônibus escolar, e chamando o menino de “viado”. Segundo o pai do garoto, ele empurrava o ancião para que parasse de lhe tocar.
 
Quando chegou à casa da ex-esposa e encontrou o homem que, segundo ele, estava assediando o filho do casal, o ex-marido e o visitante trocaram ameaças de morte. O idoso pegou um pedaço de madeira e só não atingiu o oponente que o acusava porque ele correu.
 
Quando os militares chegaram e encontraram os dois homens se jurando mutuamente de morte na frente da residência, a mulher, que havia se separado do marido naquele mesmo dia, disse que iria denunciá-lo. Ela alegou que o ex tinha quebrado objetos dentro de casa na tentativa de intimidá-la e reatar o relacionamento.
 
Ambos os homens foram levados para Unisp, onde ficou constatado o histórico de violência do ex-marido contra a parceira de quem estava separado havia menos de 24 horas. Ali, também foi apresentada a denúncia contra o idoso, que será investigado pelas investidas contra o menino.