Quando se fala em atividade rural, é comum se pensar em peão e capataz planejando o trabalho dentro de um curral, conversando em linguagem cifrada, compreensível apenas entre eles, e um misto de respeito, temor e menosprezo com relação ao dono das terras. Quem vive na cidade sem contato com o que acontece no campo jamais imagina que a foto que ilustra esta reportagem mostra o encontro entre funcionários, gerentes e administradores de uma fazenda, no qual está sendo estabelecida norma funcional para o trabalho.
No sábado passado, o FOLHA DO SUL ON LINE esteve na fazenda Águas Claras, em Chupinguaia, a convite dos empresários Carlos Eduardo Polo Sartor e Gustavo Sartor, que estão à frente do empreendimento. A propriedade é considerada uma das mais modernas da região, e administrada de forma totalmente organizada. A fazenda dispõe de organograma completo, estrutura compartimentada e outras medidas que tornam totalmente profissional a relação entre funcionários e patrões. A organização é tanta que mereceu avaliação positiva sem restrições por fiscais do Ministério do Trabalho que avaliam tal quesito.
Segundo Gustavo Sartor, é impossível hoje em dia manter de forma lucrativa empreendimento de tal porte. “Trabalhamos com pecuária de corte e produção agrícola em grande escala, e sem a modernização administrativa não teríamos condições de progredir da maneira que avançamos”, argumenta. O modelo administrativo atual foi implantado há alguns anos, e ainda passa por alterações sempre que alguma falha é detectada.
Assim, atividades como a testemunhada pela reportagem na tarde do sábado passado são comuns, com uso de recursos de tecnologia, como Datashow em palestras e treinamentos com uso do que há de mais moderno. Eventualmente são proferidas palestras aos funcionários, que na verdade são denominados como “colaboradores”, com temas como “comunicação” e “ética”. Segundo Sartor, a receptividade dos trabalhadores a tal metodologia é extremamente positiva, e entre outras coisa diminuiu a rotatividade de funcionários na empresa.