No momento em que as últimas chamas da residência de madeira na Rua 1.701, no bairro Cristo Rei, eram debeladas, os Bombeiros foram surpreendidos pelos gritos de socorro de uma mulher, que estava preso dentro de um cubículo, nos fundos da residência.

Para retirar a senhora do local, os Bombeiros tiveram que quebrar um cadeado que estava trancado pelo lado de fora. Ao ser resgatada, Maria Aparecida de Souza, de 50 anos, apresentava sintomas de quem estaria drogada. Extra-oficialmente, um policial militar, que estava no local, confirmou que a mulher seria usuária de crack.

Falando frases desconexas, Maria foi socorrida pelo próprio filho, um rapaz que aparentava 17 anos e que não quis se identificar. O jovem disse que morava na casa, alugada junto com outras três pessoas: dois rapazes conhecidos apenas como Nego e Leandro e uma mulher de nome Maria. Leandro, aliás, teria sido preso no início desta semana, conforma declarações de uma garota menor de idade, que admitiu, na presença de policiais, passar mais no imóvel incendiado do que na casa dos pais.

O site apurou que a residência havia sido alugada há duas semanas aos dois rapazes. O dono do imóvel, o aposentado Vivaldino João Rosa, 58, teria sido informado sobre a “má-fama” dos inquilinos e resolveu retomar o barraco. Na manhã de ontem, ele esteve no local e pediu que todos deixassem a casa, pois ela seria cedida a um parente. Dois dos locatários que estavam na residência prometeram sair no sábado.

Um genro de Vivaldino, em entrevista ao site, disse ter certeza de que havia consumo de drogas na casa. O homem, que também pediu para ter a identidade preservada, desconfia que o incêndio tenha sido provocado pelos próprios inquilinos, como forma de retaliação pelo rompimento do contrato.