O FOLHA DO SUL ON LINE conversou, esta semana, com um mototaxista que, após 14 anos em atividade, resolveu vender a moto e o ponto, alegando estar cansado da rotina de trabalho. Ele recebeu, pelo veículo e a placa, R$ 45 mil, mas garante que conhece colegas que receberam valores mais altos.

Hoje em Vilhena existem 96 mototaxis legalizados, mas o número de profissionais trabalhando no segmento é bem maior. Isso porque alguns donos de pontos alugam suas motos por um salário mínimo mensal.

O mototaxista que abandonou o ramo revelou que a renda média líquida de cada um é de R$ 1 mil por mês. “Mas há quem se mate trabalhando dia e noite e, com isso, acaba ganhando mais, porém, acaba com a saúde”, argumentou.

Ao contrário do que muita gente imagina, o ex-piloto garante que as chuvas não afetam o faturamento. “Pelo contrário, muitos chamam a gente porque querem chegar logo em casa ou ao serviço”, informa, acrescentando que a categoria costuma usar capas para se proteger dos temporais, que começam a ser mais constantes a partir de agora.

Sobre sua decisão, o homem explica: “Foram 14 anos e desanimei. Com o dinheiro da venda, pretendo abrir uma malharia e trabalhar mais sossegado”.