O problema é antigo, mas desde ontem (terça-feira, 7), o atendimento no posto de fiscalização passou a ser ainda mais lento.

O caminhoneiro Amazildo Del Pinheiro, de Ji-Paraná (RO), chegou no posto há dois dias. Depois de esperar por mais de 40 horas para carimbar as notas da carga de mantimentos, descobriu que dois dos documentos voltaram sem a devida conferência. “Agora vou ter que esperar tudo de novo por causa de um erro deles”, afirma.

No posto de fiscalização Portal da Amazônia passam cerca de 200 caminhões por dia. São mais de dez mil notas por dia. Segundo os próprios caminhoneiros, desde ontem três funcionários estão de férias e por esta razão, o serviço estaria mais devagar.

O motorista Antônio Amaro da Silva conta que já perdeu carregamentos inteiros por causa da espera no local onde ele denominou de “portal do inferno”, “Isso aqui é um inferno porque a gente fica aqui sem a menor estrutura: só tem um banheiro e do outro lado da rodovia, não tem lugar descente para alimentação, a gente cozinha no pátio que  quando chove vira lama e quando tem sol a poeira vira o tempero principal da nossa comida”, argumenta.