Falta de iluminação traseira pode ter provocado a fatalidade entre Vilhena e Comodoro
 
O FOLHA DO SUL ON LINE confirmou junto a autoridades de Mato Grosso, que o motorista do caminhão envolvido no acidente que matou um casal do Cone Sul de Rondônia fugiu do local logo após a colisão fatal em um trecho da BR 174/364, entre as cidades de Vilhena e Comodoro (ENTENDA AQUI).
 
As primeiras informações são de que a falta de iluminação traseira do veículo carregado de toras pode ter levado o ex-delegado da Polícia Civil em Colorado do Oeste, Manoel Jorge Araújo, a não conseguir evitar o choque. Ele e a esposa, Eliane Madrona, morreram presos às ferragens.
 
O caminhão aparentemente teria saído de uma reserva indígena nas proximidades do distrito de Padronal, onde a madeira foi extraída. Esse tipo de veículo em péssimas condições, vem sendo utilizado na prática do crime ambiental que, como mostrou recentemente o FOLHA DO SUL, tem sido duramente combatido pela polícia mato-grossense (CONFIRA AQUI).
 
Quando o motorista de um guincho parou no local da batida e constatou a morte do casal, o caminhoneiro irregular já teria fugido. A polícia de Comodoro fez diligências na região, mas não conseguiu localizar o causador das duas mortes.
 
É tão frequente a utilização de caminhões sem qualquer condição de trafegar, que pelo menos 20 deles já foram apreendidos e estão sendo mantidos em um pátio na cidade de Comodoro. A Polícia Civil da cidade vizinha continua tentando localizar e prender o motorista, para que ele seja responsabilizado pelo crime de trânsito.
 
O caminhoneiro foragido deverá ser identificado pela placa do “toreiro”, que está registrado em nome de um morador de Vilhena, mas ainda não há confirmação de que o proprietário é quem estaria ao volante. Também não se sabe, ainda, quantas pessoas estavam a bordo do veículo de carga.
 
Os corpos das vítimas foram levados para a cidade de Pontes e Lacerda (MT), onde passarão por necropsia antes de serem liberados para o velório e o sepultamento em Colorado do Oeste.