Um grupo de moradores da região de Perobal, a cerca de 50 km de Vilhena na BR 435, sentido a Colorado, aproveitaram a vinda do governador Confúcio Moura à Vilhena para a inauguração do Centro de Ressocialização Cone Sul, o novo presídio de Vilhena, para protestarem contra a implantação de um aterro sanitário a ser implantado numa área onde, segundo os moradores, ficaria nos fundos do quintal da Escola Progresso que atende cerca de 200 alunos. “Sem contar que prejudicaria todos os moradores da região”, disse a professora Sônia Gatti.

 

De acordo com os manifestantes, a obra é da prefeitura de Colorado, mas esta sendo realizada em área pertencente ao município de Vilhena. Ela disse ainda que não houve nenhuma consulta aos moradores da região a cerca da implantação da obra na área. “O lençol freático é muito rico, e os moradores cuidam para não fazerem banheiros próximos as nascentes, como é que vamos deixar agora instalar um aterro sanitário?”, questiona Gatti.

 

Os manifestantes buscavam, junto ao Governador, o compromisso de que não seria dada nenhuma autorização para continuação da obra, sem um estudo da área e apontamentos dos prós e contras. 

 

Ao desembarcar, mesmo desconhecendo o motivo do protesto, Confúcio Moura se comprometeu a conversar com os manifestantes sobre o assunto para depois se posicionar a cerca do tema. 

 

De acordo com uma fonte do FOLHA DO SUL ON LINE, o aterro é de uma empresa privada, a Nova Era Mineração. E as obras estavam sendo realizadas pela Construtora Beta. Mas, segundo a fonte, as obras foram embargadas pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam). 

 

O motivo do embargo teria sido a documentação que foi toda feita para realização de uma obra no município de Colorado. No entanto, estava sendo realizado em área pertencente a Vilhena.