Mistério é o que compõe o caso do motorista de uma empresa de transporte de Vilhena que sofreu um assalto no início da noite de ontem, domingo 27, no pátio de um Posto União, às margens da BR 364, na saída para Cuiabá.
A.S., de 31 anos, relatou a polícia no Hospital Regional, para onde foi levado após pedir ajuda, que foi rendido por um homem armado com arma de fogo que o obrigou a entrar no caminhão pelo lado do motorista, depois de vasculhar a cabine e de encontrar apenas a quantia de R$ 100, o homem, querendo mais dinheiro, teria colocado um capuz na cabeça da vítima e ordenado que ele descesse pela porta do lado do passageiro e entrasse no veículo estacionado ao lado do caminhão.
Sob a mira da arma, A.S. teria entrado no veículo que saiu do pátio do posto e tomou rumo ao Setor 13, onde o homem o teria feito sair do carro e o teria derrubado com um chute dado nas costas da vítima.
A vítima disse que foi surrado com chutes e em dado momento que ergueu a mão para tentar se defender, sentiu um forte impacto na sua mão esquerda que a adormeceu. O impacto na mão foi com um objeto cortante que decepou sua mão.
Ainda segundo a narrativa da vítima, o farol de um veículo se aproximando fez com que os agressores, que ele acredita serem dois, embora tenha afirmado que só viu o que o rendeu, fossem embora. Mas, não sem antes retirarem o capuz que lhe cobria a cabeça. Quando percebeu que o veículo com os agressores se afastou, A.S. teria saído correndo e pedido ajuda numa igreja de onde foi levado para o HR.
No entanto, alguns pontos não estão claros e a polícia trabalha para elucidar os fatos. Dentre esses pontos, qual o motivo que levou a vítima a parar no pátio daquele posto, uma vez que os caminhões da empresa não abastecem ali, e quando estão na cidade pernoitam no pátio da empresa.
Outro fato em aberto era o paradeiro da mão decepada. Mas, por volta 04h00 da manhã desta segunda-feira, 28, quase 10 horas depois do fato, a mão foi localizada em meio a vegetação as margens da Avenida Tancredo Neves, a cerca de 500 metros da igreja na qual A.S. pediu socorro.
Além da mão, que estava sobre um boné que apresentava um corte, coincidente com a perfuração no solo, indicando que talvez a mão tenha sido decepada ali, embora não houvesse no local sangue em quantidade considerável, apenas algumas folhas de capim respingadas. Também foi localizado um par de chinelos havaianas e sinais mínimos de uma possível reação.
Na estrada, o perito constatou algumas pegadas e rasto de uma motocicleta que realizou um contorno exatamente no ponto em frente onde aconteceu a violência.
Os policiais retornaram ao HR e conversaram novamente com a vítima, expondo a ela os novos acontecimentos e questionando acerca da motocicleta. A.S. reafirmou a história inicial e disse desconhecer o envolvimento da motocicleta. Ele também não soube precisar qual tipo de veículo o levou do pátio, disse apenas que era um carro baixo e de cor clara, provavelmente branco.
Apesar da mutilação, A.S., que passou por cirurgia, não corre risco de morte. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil que deve dar andamento a investigação.