A professora Laine de Andrade e Silva, coordenadora do Colégio Anglo e uma das testemunhas que presenciou o assassinato do proprietário da escola, Luiz Antônio Dias, 60 anos, afirmou, durante entrevista a um site de Cuiabá (MT), que os alunos têm sentido muita falta do professor e que a equipe da unidade de ensino acredita no trabalho da Polícia Civil.


Luiz, que implantou e lecionou na unidade do Anglo em Vilhena, foi executado na manhã do dia 30 de setembro, em frente à escola, no centro de Cuiabá. Ele foi alvejado por três disparos de arma de fogo no momento em que se preparava para atravessar a rua. Após atirar contra o professor, o suspeito fugiu a pé e depois teria recebido suporte de algum veículo.


Professores e alunos não conseguem explicar quem ou o que teria motivado o assassinato. “Para nós, está uma incógnita do que motivou ou quem foi. Apesar da segurança pública estar em descrédito em todo o Brasil, a escola acredita 100% no delegado (Antônio) Garcia e na equipe dele”, asseverou Laine.


O titular da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), Antônio Garcia, é o responsável pelas investigações. No dia em que Luiz Antônio foi executado, o delegado ressaltou que o assassino possivelmente estudou a rotina do professor, pois o abordou em um momento de distração, quando tentava atravessa a avenida.


Segundo a professora, Luiz Antônio era uma pessoa tranqüila e, pela forma como convivia com os estudantes e funcionários, ‘deixou uma lacuna’. Atualmente, um dos filhos do proprietário é quem tem tomado conta da escola, que segue em funcionamento até dezembro. “A escola vai continuar pelo menos até o final do ano”, finalizou Laine.