"Este dia é um dia de lembranças para mim, porque eu sinto saudade sozinha, todos os dias. E, hoje, pela primeira vez, estou visitando o túmulo de meu esposo, que era caminhoneiro e morreu na serra da cidade de Cáceres (MT) no dia 23 de Junho deste ano de 2013. Mas, no Dia dos Mortos a gente encontra várias outras pessoas que também sofrem da mesma saudade. É um dia de todos sentirem saudades", disse a viúva, que perdeu o marido há cerca de 5 meses. No momento a mulher chorava com grande emoção por ser recente a perda e relembrar o fato de que conviveu mais de 6 anos com o esposo, que quando resolveram se casar no papel em 17 de maio deste ano, logo no mês seguinte, dia 23 de junho, o companheiro esposo se acidentou de caminhão na serra do Mangabal, em Cáceres, vindo a óbito.
Dentre as homenagens preparados pelo cemitério, foi rezada a missa da manhã. Mas, se do lado de dentro do “Campo Santo” cuidou-se dos assuntos espirituais, no exterior do local imperava questões financeiras:  mais de 30 barracas compareceram este ano, lotando a entrada do cemitério. Eram quiosques improvisados, nos quais eram vendidos buquês de flores, velas, água de coco, água mineral e também frutas.
Entre os milhares de pessoas que prestavam homenagens aos entes falecidos, a FOLHA flagrou o prefeito Zé Rover (PP), que foi ao local acompanhado da primeira-dama, Lizangela Rover.
A celebração do Dia de Finados contou com uma patrulha da Polícia Militar, que percorrida as imediações do Cristo Rei desde as primeiras horas da manhã e não registrou incidentes até o momento. Mas a chuva de finados, uma tradição da data, caiu por volta do meio-dia. Quem foi ao local pela manhã se livrou do barro, mas os visitantes da tarde enfrentaram pequenos lamaçais.