Na manhã desta terça-feira, 5, comerciantes próximos a um prédio na Avenida Major Amarante, no centro de Vilhena, denunciaram à polícia à presença de três adolescentes, usando uniformes escolares, que estariam em “atitude suspeita” entrando no edifício. Uma viatura que passava pelo local acionou o Conselho Tutelar, que enviou uma equipe para acompanhar o “resgate” das garotas.

 

Ao tocarem a campainha do apartamento onde mora um empresário (cujo nome está sendo mantido em sigilo), as autoridades foram atendidas pelo próprio suspeito de aliciar as menores, que admitiu conhecer uma delas. As garotas, duas de 15 anos e uma de 14, disseram ter ido até lá por terem chegado atrasadas ao colégio Marechal Rondon, onde todas estudam.

 

As meninas foram levadas para as casas dos pais, moradores de pequenas propriedades no setor chacareiro, que tomaram conhecimento do episódio.  O empresário, que mora há pouco tempo na cidade, será investigado apenas como suspeito, já que não houve flagrante de crime contra as menores. “Mas, se ficar comprovado que ele pagava para obter favores sexuais, será enquadrado conforme a lei”, revelou um conselho tutelar em  entrevista ao www.folhadosulonline.com.br

 

Embora não haja qualquer prova que incrimine o acusado, que  mora sozinho no apartamento, ele terá que explicar o que deixou fazer em sua residência três estudantes que deveriam estar em sala de aula. Pessoas ouvidas pelo site afirmam que a movimentação de colegiais nas imediações do prédio é constante. Uma das fontes do jornal eletrônico garante que dois moradores do edifício, que já teriam se mudado da cidade, freqüentemente chamavam garotas (quase sempre trajando uniformes) para ir até o apartamento onde moravam. Além da polícia, o MP também pode entrar no caso.